Um livro Maravilhoso do princípio ao fim, bem duro ás vezes, mas daqueles de cortar o fôlego. Recomendo vivamente : )NOBEL DA LITERATURA 2008
Escritor e ensaísta francês, Jean-Marie Gustave Le Clézio nasceu em 1940, em Nice, sendo originário de uma família com ascendência inglesa e bretã. Viveu ainda nas Ilhas Maurícias, algo que o levou a ganhar o gosto pelas viagens e pelo conhecimento de novos mundos.
Aos 23 anos, depois de se ter licenciado em Letras, em Aix-en-Provence, Le Clézio lançou o seu romance de estreia, Le Procès-Verbal, com o qual ganharia, em 1963, o Prémio Renaudot, um dos mais importantes galardões literários do seu país.
Em 1980 Jean-Marie Le Clézio recebeu, em França, o prémio Paul Morand para distinguir o conjunto da sua carreira literária. Nesse ano havia lançado aquela que foi considerada a sua melhor obra, o romance Désert, a epopeia de um jovem descendente de tuaregues.
Entre as suas restantes obras destacam-se Fièvre, uma colectânea de contos, e os romances Le Déluge, La Quarantaine e Poisson d'Or.
A sua obra está pejada de personagens obcecadas pela morte. O escritor coloca o ser humano a enfrentar diversas experiências que lhe proporcionam viver variados tipos de aventuras interiores.
Désert aborda uma das grandes preocupações de Le Clézio, as condições de vida dos povos nómadas ameaçados de extinção, assunto que desenvolveu em diversos ensaios. Entre os povos sobre os quais escreveu, e entre os quais viveu, estão os índios do Panamá e os berberes de Marrocos. Entre 1970 e 1974 viveu com os índios emberas, no Panamá, em plena floresta. Le Clézio conheceu estes índios depois de ter estado dois anos no México a prestar serviço militar, período que aproveitou para viajar e visitar as regiões vizinhas. A mulher de Le Clézio é de origem saraui e juntos lançaram em 1993 Gens des Nuages, um ensaio sobre a terra natal dela.
As obras de Le Clézio já foram publicadas em alemão, castelhano, chinês, dinamarquês, grego, inglês, japonês, russo e turco, entre outras, fazendo com que seja um dos autores franceses mais traduzidos no mundo. Desde 2002 integra o júri do Prémio Renaudot. Em 2008 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Literatura.
Jean-Marie Le Clézio.
Sinopse
Ethel Brun é filha de um casal de exilados, formado por Justine e Alexandre, um homem afável e irrequieto que muito jovem deixou a ilha Maurícia e que, na alegre Paris dos anos 20 e 30, se dedica a delapidar a herança em negócios pouco recomendáveis. Na infância, o único prazer de Ethel é passear pela cidade com o seu tio-avô, o excêntrico Samuel Soliman, que sonha ir viver para o pavilhão da Índia Francesa construído para a Exposição Colonial. E, na adolescência, Ethel conhecerá algo parecido com a amizade pela mão de Xenia, uma colega de escola, vítima da Revolução Russa e que vive quase na miséria. O bem-estar de Ethel começa a resvalar quando, nas refeições que o seu pai oferece a parentes e conhecidos, se repete cada vez mais o nome de Hitler. Serão os primeiros sinais do que ameaça a família Brun: a ruína, a guerra, mas, sobretudo, a fome. Ela marcará o despertar da jovem Ethel para a dor e o vazio, mas também para o amor, num romance em torno das origens perdidas, durante uma época que culminou com um apocalipse anunciado.
A Música da Fome de J. M. G. Le Clézio
Críticas de imprensa
« “A Música da Fome” é um regresso aos melhores momentos [do autor].»
Eduardo Pitta, Público
«É um livro sólido, de escrita impecável, sem empertigamentos, sem pirotecnias, uma obra serena, com a textura e o ritmo certo dos clássicos. Um exemplo perfeito do que esperamos de um grande escritor no auge da sua carreira [...] Um belo e melancólico relato do colapso de uma época.»
José Mário Silva, Expresso
Excertos:
“... – É a Casa Cor de Malva.
... É verdade, tens razão... A Casa Cor de Malva, será este o seu nome, foste tu que o inventaste. _ Apertou a mão de Ethel, e esta julgou estar a ver o pátio, as galerias, e o tanque espelho, que reflectia o céu cinzento. - Será tua. Só tua.
Mas não voltou a falar do caso. Fosse como fosse, Monsieur Soliman era assim. Dizia uma coisa uma vez, e nunca mais a repetia. “
“ Nessa mesma noite, na cozinha de Mme Alberti ... jantavam mergulhando ... fatias de pão branco na sopa, um pão demasiado branco, adocicado e insípido como uma hóstia, e Ethelsentia na boca o gosto do SPAM de carne rosada, cingida por uma orla de espuma amarela que se derretia na boca. “
“Era segredo dos dois, o dedal de rum diluído em água a escaldar consumo de limão e açucar... mexia com uma colher enquanto o maço dos Week-End da Virgínia que levava sempre na carteira quando ia encontrar-se com Xénia.”





































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Surpreendente sempre esta autora. Normalmente os livros dela leio num dia ou noite .
É um livro duro, ás vezes até violento. Mas gosto da maneira como esta Srª escreve.


































É uma obra de muito curta e por ser muito bem escrita, lê-se Memórias de Minhas Putas Tristes de uma sentada, eu li em cerca de 2-3 horas.








