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Amitav Ghosh é um autor de bestsellers internacionais, que tem publicado obras de ficção e não-ficção, incluindo o romance. Foi agraciado com numerosos prémios e distinções. The Glass Palace (romance escrito também por este autor), foi agraciado com numerosos prémios e distinções. Este autor divide o seu tempo entre Kolkata e Goa, Índia, Brooklin e Nova Iorque.
AMEI muito de o ler e recomendo este livro, uma verdadeira delicia para os sentidos, é daqueles livros que se lê num único dia. Até parece que estamos mesmo no lugar - MARAVILHOSO :)
É sempre uma prazer ler este autor.
Mar de Papoilas esteve na shortlist do Booker Prize 2008 e foi também considerado o «Melhor Livro de 2008», segundo o San Francisco Chronicle, Chicago Tribune, Washington Post, Economist, New York, Christian Science Monitor e Publishers Weekly.
Ambientado na Índia do século XIX, este romance histórico desenrola-se nas vésperas da primeira Guerra do Ópio. No coração da saga está um navio de escravos: o Ibis, que recruta indianos para as plantações de cana-de-açúcar mas principalmente para o transporte de ópio para os consumidores chineses. Com uma tripulação constituída por uma mistura heterogénea de marinheiros, passageiros clandestinos, trabalhadores asiáticos e condenados, Ibis terá como destino uma longa e tumultuosa viagem pelo oceano Índico. Considerado «avassalador» pelo The Guardian, não lhe poupam elogios como o The Observer: «Uma saga de extraordinária riqueza... com muita acção e aventura à la Dumas, mas com momentos de grande profundidade à maneira de Tolstoi e um toque de sentimento como em Dickens.».
Autor de bestsellers internacionais, The Hindu considera o Mar de Papoilas o trabalho mais bem conseguido do autor: «Ghosh escreveu vários romances notáveis, mas Mar de Papoilas é indiscutivelmente o melhor.».
“A visão de um navio, de mastro alto, a navegar no oceano, assaltou a mente de Deeti, num dia de resto perfeitamente normal, mas ela soube de imediato que aquela aparição era um sinal do destino, pois jamais vira uma embarcação assim, nem mesmo em sonhos. Afinal de contas, vivia no Norte do estado de Bihar, a seiscentos e cinquenta quilómetros da costa, e a sua aldeia situava-se de tal forma no interior, que o mar lhe parecia tão distante como o mundo dos mortos. Era o abismo da escuridão, onde o sagrado Ganges desaparecia na Kala Pani, ou «Água Negra».”
“Aconteceu no final do Inverno, num ano em que, estranhamente, as papoilas demoraram a largar as suas pétalas. Quilómetro após quilómetro, de Benares em diante, o Ganges parecia correr no meio de dois glaciares idênticos, com ambas as margens cobertas por uma camada espessa de flores com pétalas brancas. Parecia que a neve dos Himalaias havia descido sobre as planícies, à espera da chegada do festival Holi, com a sua abundância de cores primaveris.”
“Depois de massajar óleo de semente de papoila no cabelo de Kabutri e no seu próprio cabelo, Deeti pendurou o seu outro sari no ombro e conduziu a filha até às águas do rio, do outro lado do campo.”
“Ao entrar na sua sala de oração privada, Deeti pegou numa folha de
mangueira verde, mergulhou a ponta do dedo num recipiente com sindoor
e desenhou, com meia dúzia de traços, dois triângulos semelhantes
a umas asas, suspensos numa armação curva e comprida que terminava
num bico curvado. Podia tratar-se de um pássaro em pleno voo,
mas Kabutri reconheceu a imagem de imediato: uma embarcação com
dois mastros e as velas desfraldadas. A rapariga estava admirada por a
mãe ter desenhado aquilo como se se tratasse de um ser vivo.”
“Aos olhos de Zachary, a mastreação do Ibis era invulgarmente graciosa, com as suas velas alinhadas a todo o comprimento
do navio, em vez de transversais à linha do casco. Ele compreendia
por que motivo aquela embarcação, com as suas velas dianteiras firmes
ao vento, fazia lembrar um pássaro de asas brancas, em pleno voo.”
“Mais uma vez, o Serang Ali veio em seu auxílio. Entre os lascarins, havia gente com outras capacidades para além da navegação, nomeadamente um kussab que havia trabalhado como criado pessoal do dono de um navio; um camareiro que era também um darzee, e que ganhava algum dinheiro extra a costurar e a remendar peças de vestuário; e um topas que aprendera a arte de barbear e que era o balwar da tripulação.”
“ ... uthlé há chháti ke jobanwá
piyá ké khélawna ré hoi... “
... os seus seios em botão estão prontos
para serem desfrutados pelo seu amado...”