Ler é sublime...
Ler é viajar, sem sair do lugar onde estamos ...
Ler é cultura, Ler é muitooooo importante na minha vida...

November 25, 2009

Animal Triste de Monika Maron

No Verão de 1990, por baixo do esqueleto do Braquiossáurio, no Museu de História Natural de Berlim, começa um amor entre uma paleontóloga de Berlim Oriental e um investigador de himenópteros de Ulm. Para a mulher esse amor torna-se numa paixão obsessiva, que não admite nenhuma renúncia e nada respeita. Ela invoca o amor como a última força anárquica que se sobrepõe a todas as normas, criando as suas próprias.
Animal Triste descreve na perfeição a ruptura radical na existência de uma mulher, num tempo de transição radical. É sem dúvida nenhuma um romance impetuoso, altamente dramático que descreve não só a beleza de um grande amor e os seus perigos como também a força de uma grande paixão e a sua violência destruidora.

Simplesmente Adorei e Recomendo este livro.

November 24, 2009

Lunar Caustic de Malcolm Lowry

O escritor nasceu a 28 de Julho de 1909 em Liscard (Cheshire, Inglaterra), Clarence Malcolm Lowry morreu a 27 de Junho de 1957 em Ripe (Sussex).

Simplesmente Maravilhoso

Excertos:
“...Desconfio que o senhor é mal pago e tem uma escandalosa sobrecarga de trabalho. Bem sei que se passa o mesmo com as enfermeiras, a própria Srª T. incluída. Doze horas de enfiada, semana de sessenta e cinco horas por dezassete dólares, ou quinze, ou ainda menos, sem folgas e sempre com medo de serem despedidas. Sempre de olho alerta… E os internos sem nenhum seguro, sem salário, a transpirarem e a venderem sangue. E no entanto o senhor… o senhor vive tão conformado como os seus doentes, não só tudo aceita como insiste na técnica de tentar adaptá-los ao sistema… o mundo pode acabar mas não o sistema… o senhor vê isto como aqueles soldados feridos que os cirurgiões curam, dê por onde der, nem que eles próprios fiquem despedaçados, só para os mandarem de novo combater. Sim, despedaçados...”

“... Vá lá, Garry, conta mas é uma história engraçada - disse o Sr. Kalowsky envolvendo ambos num olhar amigo.
- Está bem - respondeu Garry, e começou a andar um pouco mais depressa. - Na selva indiana havia uma mamã-elefante com um filho. Os nativos queriam fazer uma armadilha para capturarem vivo o bebé elefante. Um dia andavam mãe e filho pela selva, o filho desatou a correr atrás de uma borboleta, caiu no buraco e os homens brancos amarraram-no, bem amarrado...”


November 19, 2009

Uma Segunda Oportunidade de Kristin Hannah

Um livro Maravilhoso, daqueles que não se consegue parar de ler.

Uma história comovente de uma mulher de grande coragem e determinação.
Depois de vinte anos de casamento, aquela paixão do marido por uma mulher mais jovem, inesperada, tão violenta, quase irreal, estava a esvaziá-la por dentro, a fazê-la desaparecer. Subitamente, Blake roubara-lhe a mulher e a mãe que sempre tinha sido e, com isso, estava a privá-la da sua própria identidade.
Annie temia o silêncio que ouvia agora dentro da sua alma. O que é que fazemos quando tudo aquilo que nos é querido, tudo aquilo que acreditamos que somos se revela falso? Fugimos para o último sítio onde nos sentimos nós mesmos. Para Annie esse lugar tem um nome muito concreto - Mystic, uma pequena cidade no estado de Washington onde os cedros vermelhos se elevam até ao céu, até penetrarem no silêncio.
E é por entre as densas névoas tão características da cidade que a viu crescer que Annie se redescobre a si própria, à medida que a luz de um novo amor dissipa a neblina do sofrimento e do vazio, e torna mais concretos e definidos os contornos do seu eu.
“Um livro espectacular – a ler imediatamente!”
Glamour

“Com um elenco fantástico de personagens femininas, é impossível não querer passar um dia debaixo dos cobertores a ler este livro.”
Heat

“O final surpreendente e poderoso de O Clube de Tricô de Sexta à Noite revela-nos que a vida é demasiado curta para ser desperdiçada.”
The Daily Telegraph

“Um retrato maravilhoso e comovente da amizade feminina. O leitor vai rir e chorar ao mesmo tempo que as personagens, e se for como eu vai desejar saber tricotar.”
Kristin Hannah, autora de Uma Segunda Oportunidade

“Um livro impossível de pousar.”
Booklist

“Os amante do tricô vão gostar de ver o seu poder terapêutico transposto para a escrita. A sua simplicidade e o seu efeito relaxante proporcionam tempo para conversas, risos, revelações e amizades.”
Detroit Free-Press

“Um novelo colorido.”
Woman&Home

November 17, 2009

A Cidade Sitiada de Clarice Lispector

Livro já tão falado e recomendado que acho que esta opinião, que partilho, resume tudo ou quase tudo:

“São Geraldo é a ameaça à cidade sitiada. O subúrbio cresce à medida que as personagens que a habitam respiram: estamos nos anos 20 do século passado, os aviões, os automóveis, as máquinas em geral instalaram um desejo de velocidade, de rapidez. Mesmo quando os sonhos de hoje se podem transformar nos pesadelos de amanhã. Mesmo que a adrenalina do perigo se transforme rapidamente em tédio.
Por entre romarias populares e cenáculos de meninas bem comportadas cresce Lucrécia Neves. Por aqui se vai deixando conquistar: cruza-se com os protótipos do bom magala e do bom filho da terra mas o seu olhar tem um destino definido: “Que cidade. A cidade invencível era a realidade última. Depois dela haveria apenas morrer, como conquista.”
A Cidade Sitiada é o terceiro romance de Clarice Lispector e foi escrito em Berna, na Suíça, no final da década de 40. É um inventário da monotonia, breve mas intenso, desdobrável para lá dos capítulos curtos e sincopados, que são quase narrativas autónomas. É um romance de arquitecturas mais ou menos a apontar ao futuro, com ruínas que resultam de um olhar quase cubista da protagonista.
É ela quem distorce a realidade por onde depois se terá de movimentar. É um ciclo de eternos retornos, nem sempre felizes. Sessenta anos depois de ter sido publicado, A Cidade Sitiada inebria com a sua escrita perturbante. O futuro ainda não deixou de o ser. “
Rui Lagartinho (jornalista RTP)

Excerto:
“O guarda-roupa descomunal da noite, agora já apequenado, fervilhava de roupas e chapéus. A claridade cheirava a folhas cortadas: estavam podando as árvores na rua do Mercado, e as tesouras erguiam poeira como de uma construção — S. Geraldo estava enorme, cheio de escadas encostadas aos troncos das árvores, os móveis sacudidos por uma violência constante que eram: nove horas da manhã!: começou o relógio da torre a bater, e a moça espirrou.”

November 10, 2009

A Música da Fome de J. M. G. Le Clézio

Um livro Maravilhoso do princípio ao fim, bem duro ás vezes, mas daqueles de cortar o fôlego. Recomendo vivamente : )

NOBEL DA LITERATURA 2008
Escritor e ensaísta francês, Jean-Marie Gustave Le Clézio nasceu em 1940, em Nice, sendo originário de uma família com ascendência inglesa e bretã. Viveu ainda nas Ilhas Maurícias, algo que o levou a ganhar o gosto pelas viagens e pelo conhecimento de novos mundos.
Aos 23 anos, depois de se ter licenciado em Letras, em Aix-en-Provence, Le Clézio lançou o seu romance de estreia, Le Procès-Verbal, com o qual ganharia, em 1963, o Prémio Renaudot, um dos mais importantes galardões literários do seu país.
Em 1980 Jean-Marie Le Clézio recebeu, em França, o prémio Paul Morand para distinguir o conjunto da sua carreira literária. Nesse ano havia lançado aquela que foi considerada a sua melhor obra, o romance Désert, a epopeia de um jovem descendente de tuaregues.
Entre as suas restantes obras destacam-se Fièvre, uma colectânea de contos, e os romances Le Déluge, La Quarantaine e Poisson d'Or.
A sua obra está pejada de personagens obcecadas pela morte. O escritor coloca o ser humano a enfrentar diversas experiências que lhe proporcionam viver variados tipos de aventuras interiores.
Désert aborda uma das grandes preocupações de Le Clézio, as condições de vida dos povos nómadas ameaçados de extinção, assunto que desenvolveu em diversos ensaios. Entre os povos sobre os quais escreveu, e entre os quais viveu, estão os índios do Panamá e os berberes de Marrocos. Entre 1970 e 1974 viveu com os índios emberas, no Panamá, em plena floresta. Le Clézio conheceu estes índios depois de ter estado dois anos no México a prestar serviço militar, período que aproveitou para viajar e visitar as regiões vizinhas. A mulher de Le Clézio é de origem saraui e juntos lançaram em 1993 Gens des Nuages, um ensaio sobre a terra natal dela.
As obras de Le Clézio já foram publicadas em alemão, castelhano, chinês, dinamarquês, grego, inglês, japonês, russo e turco, entre outras, fazendo com que seja um dos autores franceses mais traduzidos no mundo. Desde 2002 integra o júri do Prémio Renaudot. Em 2008 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Literatura.
Jean-Marie Le Clézio.

Sinopse
Ethel Brun é filha de um casal de exilados, formado por Justine e Alexandre, um homem afável e irrequieto que muito jovem deixou a ilha Maurícia e que, na alegre Paris dos anos 20 e 30, se dedica a delapidar a herança em negócios pouco recomendáveis. Na infância, o único prazer de Ethel é passear pela cidade com o seu tio-avô, o excêntrico Samuel Soliman, que sonha ir viver para o pavilhão da Índia Francesa construído para a Exposição Colonial. E, na adolescência, Ethel conhecerá algo parecido com a amizade pela mão de Xenia, uma colega de escola, vítima da Revolução Russa e que vive quase na miséria. O bem-estar de Ethel começa a resvalar quando, nas refeições que o seu pai oferece a parentes e conhecidos, se repete cada vez mais o nome de Hitler. Serão os primeiros sinais do que ameaça a família Brun: a ruína, a guerra, mas, sobretudo, a fome. Ela marcará o despertar da jovem Ethel para a dor e o vazio, mas também para o amor, num romance em torno das origens perdidas, durante uma época que culminou com um apocalipse anunciado.
A Música da Fome de J. M. G. Le Clézio

Críticas de imprensa
« “A Música da Fome” é um regresso aos melhores momentos [do autor].»
Eduardo Pitta, Público

«É um livro sólido, de escrita impecável, sem empertigamentos, sem pirotecnias, uma obra serena, com a textura e o ritmo certo dos clássicos. Um exemplo perfeito do que esperamos de um grande escritor no auge da sua carreira [...] Um belo e melancólico relato do colapso de uma época.»
José Mário Silva, Expresso

Excertos:
“... – É a Casa Cor de Malva.
... É verdade, tens razão... A Casa Cor de Malva, será este o seu nome, foste tu que o inventaste. _ Apertou a mão de Ethel, e esta julgou estar a ver o pátio, as galerias, e o tanque espelho, que reflectia o céu cinzento. - Será tua. Só tua.
Mas não voltou a falar do caso. Fosse como fosse, Monsieur Soliman era assim. Dizia uma coisa uma vez, e nunca mais a repetia. “

“ Nessa mesma noite, na cozinha de Mme Alberti ... jantavam mergulhando ... fatias de pão branco na sopa, um pão demasiado branco, adocicado e insípido como uma hóstia, e Ethelsentia na boca o gosto do SPAM de carne rosada, cingida por uma orla de espuma amarela que se derretia na boca. “

“Era segredo dos dois, o dedal de rum diluído em água a escaldar consumo de limão e açucar... mexia com uma colher enquanto o maço dos Week-End da Virgínia que levava sempre na carteira quando ia encontrar-se com Xénia.”

November 5, 2009

Este Lago Não Existe de Vítor Burity da Silva

Vítor Burity da Silva nasceu na cidade do Huambo, em Angola, a 28 de Dezembro de 1961. Estudou Jornalismo em Lisboa, vive na Maia, Lisboa e Luanda. É autor do livro “Rua dos Anjos” (2008), do qual se extraiu parte do texto para manuais escolares de Português (12.º) e participou em várias colectâneas de prosa poética. Poesis (2007), Intemporal (2008). Publicou em jornais e revistas com vários prémios e menções honrosas. Foi redactor coordenador no Jornal do Exército, tendo obtido vários primeiros prémios em poesia e prosa poética.

Este Lago Não Existe traz ao leitor o relato de um encontro amoroso ocorrido nas margens de um belo e misterioso lago, que na verdade não existe.
No mundo dos sonhos, tudo é perfeito. Malena surge bela e esplendorosa, o recato proporcionado pelas margens de um lago inventado, um desejo impossível que por momentos se torna concretizável.
Ao longo de todo o texto, o narrador hesita entre o abandono a esse desejo de uma relação ideal, e a tristeza e desencanto do real, com as suas imperfeições e impossibilidades.
Este livro recorda-nos uma verdade simples: no seu próprio mundo, todas as fantasias são reais...

" Digam o que disserem os doutos da literatura e os sábios da cidade, este livro é para mim um longo poema de amor, onde uma frase por vezes irrompe em explosão e uma palavra surge inesperadamente para nos surpreender... e encantar."
Pepetela

Um verdadeiro poema de Amor este livro, uma delicia de se ler Gostei e Recomendo Vivamente. Muito intenso e delicioso de se ler, li de seguida.

Excertos:
"O vazio antes era Malena, transbordado num lago que a morte constrói, neste breve corpo quase meu, tanta vida, teu, de ninguém, do fatídico, ou do impossível? Quem sabe se do irascível, raro ou crepúsculo, quem me disse um dia que se assim continuasse, jamais chegaria a outros e eu cheguei, não sei a quais, nem como, se cheguei, se não, apenas perguntar onde nunca ninguém saberá, garanto, responder ao que evito, ao que tento salvar numa redoma de nadas, num quarto antigo ou inventado, da cabeça rota e ruída, pelos apegos da maresia e do silencio e dos meus gritos, aqui, daqui, onde respondi a nada querendo apenas ouvir de ti, que nada era verdade, que nunca ali estiveste, jamais o rosto que eu levei conhecias, que era filho da mentira, possuído pelo estranho, rendem-se entretanto, cada qual a seu canto, cada canto em sua dor, mas não complicar, perdi novamente pois claro, seria pior não ser assim, tinha de alguma forma assim ser, entende, caramba, quem de nós afinal é nada…”.

“ Procuro Malena às vezes, sempre que a encontrar, conto-lhe os episódios de todos os silêncios.”

November 2, 2009

Antes de nos Encontrarmos de Maggie O'Farrell

Stella e Jake estão separados por milhares de quilómetros; ela vive em Londres, e ele em Hong Kong. Nada sabem acerca da existência um do outro, mas, um dia, no mesmo instante, ambos vão viver experiências que os levarão a deixar tudo para trás e, sem o saberem, a encurtar a distância geográfica e emocional que os separa, ao encontro um do outro e de si mesmos.

Começa assim uma narrativa em que, pouco a pouco, nos são desvendadas duas histórias, que percorrem várias gerações, sobre identidades desenraizadas, os laços que nos unem e o apelo inconsciente do passado e dos seus segredos.

Maggie O’Farrell já provou em romances anteriores que explora como ninguém enredos de densidade psicológica e crescente suspense que se aventuram pelos trilhos mais obscuros e envoltos em mistérios das nossas emoções. ‘Antes de Nos Encontrarmos’ não deixa de nos surpreender, porém, pela intensidade e lucidez da sua escrita, pela promessa de enlevo nele contida.

Esta irlandesa escreve de uma forma sublime, gosto muito de escritores irlandeses e esta Srª é um deles, consegue fazer com que se crie um elo de paixão com o leitor, este apaixona-se pelas personagens e seus destinos.
Ás vezes comovente, outras nem tanto, faz-nos pensar com as suas questões morais, sem resposta nada fácil. É um livro que nos faz pensar sem dúvida nenhuma.

October 29, 2009

O Clã dos Peter Pans de Rosa Pena

O Clã dos Peter Pans de Rosa Pena ou El clan de los Peter Panes de Rosa Pena

O clã dos Peter Pans é narrado em primeira pessoa pela espirituosa Ana que, de forma muito divertida, deixa de alma lavada qualquer mulher que já tenha vivido a dolorosa experiência de ser traída e abandonada. Romance de estreia da roteirista e produtora de cinema Rosa Peña, O clã dos Peter Pans revela ainda o quotidiano de uma mulher solteira e bem-sucedida numa Madrid moderna, vibrante, cheia de atracções. Escrito com força e ironia, O clã dos Peter Pans descreve uma vingança subtil e meticulosa, que reivindica o direito das mulheres de serem felizes e de viverem a própria vida.

Muito divertido este livro, reconheci aqui muitos dos Peters Pans com quem trabalho e tenho o Prazer de chefiar, ehhhh ....

Leitura muito light e bem descontraída, que aproveitei para fazer numa recente viagem de avião que fiz e como não consigo dormir então toca de ler ou trabalhar no PC.
Comprova que a vingança é mesmo um prato que se come frio, reinventando o direito das mulheres à felicidade e vida autónoma. Hilário do principio ao fim .

Excerto:
“Há olhares de revés que não pressagiam nada de Bom.”

Pessoalmente não acredito que para isso, seja necessário ir contra os homens. Homens e mulheres podem sem dúvida nenhuma trabalhar em conjunto e serem felizes juntos.


October 23, 2009

A Pintora de Xangai de Jennifer Cody Epstein


Baseado em factos reais, este livro narra o percurso extraordinário de uma mulher - de uma vida de prostituição às galerias de arte de Xangai e de Paris. Aos catorze anos, Pan Yuliang, órfã entregue aos cuidados de um tio viciado em ópio, encontra-se num camarote de terceira classe de um vapor rumo a uma cidade desconhecida. Quando Pan e o tio chegam à cidade, este vende a sobrinha a um prostíbulo para poder continuar a alimentar o vício. Porém, dois anos mais tarde, Pan tem uma oportunidade inesperada, ao conhecer um inspector governamental que a leva como sua concubina e lhe permite o acesso a uma nova vida sofisticada em Xangai e à Paris boémia dos anos 20 - uma vida de amor e arte.
Contudo, á medida que Pan começa a perceber o seu talento como pintora, dá-se conta de que terá de fazer uma escolha dolorosa entre a sua arte e o único grande amor da sua vida.

«Empolgante. O ritmo, a caracterização vívida e as descrições de tirar o fôlego elevam este romance [...], transformando-o numa tela única e original.»
Chicago Tribune

«Empolgante. O ritmo, a caracterização vívida e as descrições de tirar o fôlego elevam este romance [...], transformando-o numa tela única e original.»
Chicago Tribune

O legado excepcional de Pan Yuliang inclui mais de quatro mil obras de arte, incluindo esculturas, esboços, pinturas a óleo e aguarelas.
Muitas destas obras podem ver-se no Museu de Anhui, na sua província natal de Anhui.
Com seria de esperar, a sua obra também deu origem a controvérsias: em 1993, uma exposição do seu trabalho em Pequim causou tanta consternação que vários dos seus nus foram retirados.

Excerto:
“Lábios cheios, a recitarem os últimos versos do poema de Li Qingzhao:

Acaricio a flor seca, suas pétalas fragrantes,
Tentando recuperar o tempo perdido. “

Forte ás vezes até chocante mas uma Delicia - Gostei e recomendo Vivamente. Pena é não ser nada conhecido cá em Portugal. Li 1º a versão em inglês e gostei imenso e só bem depois é que me ofereceram a versão portuguesa, que li também gostei. Mas tenho uma "queda" pelas versões originais :)

October 20, 2009

O Faquir de Ramiro A. Calle

Hernán precisa de encontrar um sentido para a sua vida e conhecer a verdadeira natureza do ser, dai a viagem á Índia onde procura conhecer-se melhor e mudar-se.
Uma história feita de revelações que nos orientam para o real significado da vida. Nunca ninguém transmitiu com tanto realismo as vicissitudes de uma iniciação mística.
Todos temos que encontrar um caminho neste assombroso fenómeno chamado Vida.
Ao longo do percurso recebe lições de mestres yoguis, conhece uma bela mulher de ascendência inglesa que está apaixonada pelas tradições autóctones e, finalmente, encontra o Faquir, cujos ensinamentos o vão marcar profundamente. Nunca mais voltará a ser o mesmo. Com o seu guia aprende a desligar-se dos invólucros físico, mental e espiritual, que arrastava como um pesado lastro na sua vida anterior.

Livro da autoria de Ramiro Calle, um dos mais respeitados especialistas espanhóis da actualidade na área das filosofias, psicologias e místicas do Oriente.
Viajou mais de 90 vezes para a Índia, onde entrou em contacto com os grandes mestres, yoguis, eremitas e sábios daquele país. Pioneiro no ensino de Yoga em Espanha, disciplina que lecciona há mais de 25 anos.

Um livro que comprei em Espanha, por recomendação de uma amiga e realmente li sem grande expectativa, mas devo dizer que gostei imenso mesmo.
Tem alguns conceitos que são pura estupidez que me desculpe o autor, mas é a minha opinião, agora na sua grande maioria é um livro espectacular que gostei muito de ler e que recomendo.

Excertos:
« a vida não é um jardim iluminado..., mas é a vida.»

"Há todo um universo invisível que é o teu refúgio e a tua força e uma mão invisível que te guia e te orienta.
Recorda-o quando desfaleceres e nunca te deixes abater excessivamente.
Um faquir nunca deve ficar deprimido. Entristecer-se sim, inclusive sentir as dentadas da angústia, mas ficar deprimido nunca..."


"... aquele homem não possuía nada, eu tinha acumulado muito mais do que seria capaz de gastar; aquele homem contava só consigo mesmo, eu tinha estribado a minha vida em todo o tipo de seguros, apólices e reformas; aquele homem não ia a parte nenhuma porque já estava onde queria estar, eu tinha passado a vida a ir mentalmente a todo o lado sem estar em nenhum... "

"... a vida é uma ilusão, uma farsa - disse o yogi, acentuando pausadamente as palavras. - Sofremos porque nos identificamos e, então, convertemo-nos em personagens hipnotizadas pela farsa, deixando assim de ser as testemunhas imperturbáveis da mesma. Deixa de identificar-te e deixarás de sofrer. Tu fazes parte do espectáculo, mas podes aprender a ser também o espectador sereno... "

"... segundo os hindus, se procuramos é porque já encontrámos antes... "

"... a natureza está em constante renovação, mas a memória mantém-nos ancorados; é o nosso cemitério particular... "

"... mergulha em ti e quando aparecer uma sensação, uma emoção ou um pensamento, olha-o como um processo insubstancial que emerge do teu vazio interior, que passa e se dilui. Testemunha, não reajas, não acumules, não tomes, não recuses. Quando te sentires cansado ou te venham estados de amargura muito marcados, sente a tua respiração; observa como entra o ar, como sai, mas permanece erguido no teu vazio primordial... "

"... isso é yoga. Criar os meios para a união com o vazio donde tudo emerge..."

"... quem bebe na fonte do ser converte-te em Deus, mas quem bebe na fonte do vazio está para além de Deus. Deus é ainda uma limitação... "

"... Saber soltar. Se não levantas os pés do arame que pisas, se não te soltas, como conseguirás avançar por ele? A vida consiste em agarrar e soltar, apanhar e largar. Temos de aprender a inaugurar cada instante. Nem sequer devemos agarrar-nos ao caminho do meio. Muito menos aos extremos! Chegará um dia em que até o corpo teremos de soltar... "

"... A maioria das pessoas passa a vida a reagir e isso é feio e estéril. Exigem segurança excessiva; não sabem aceitar a insegurança e temem o desafio da vida. Assim, ficam perros, petrificados, e se o arame que é a vida se move nesse momento, precipitam-se irremediavelmente para o abismo, porque estavam estabelecidos numa precária e falsa segurança... "

"... Não há meta. A meta é o próprio instante... "

"... Falta-te coragem para enfrentar o vazio e, como um néscio, queres agarrar-te a ti próprio. Tu não és nada. No dia em que compreenderes isso, serás a infinitude que sempre foste... Aprende a estender e a soltar. É isso o yoga. A respiração será o teu centro, o teu eixo... "

"... Não sou religioso, mas ao oferendar submeto o meu ego e faço um acto de humildade. Não há qualidade como a verdadeira humildade... "

"... Não há nada tão animador e alertador como o fracasso. Graças a ele tornamo-nos humildes..."


October 14, 2009

Sua Senhoria de Jaume Cabré

Jaume Cabré nasceu em Barcelona, em 1947. Licenciado em Filologia e professor catedrático de Língua e Literatura, é um dos mais importantes escritores da literatura catalã contemporânea.
A sua obra tem sido reconhecida e galardoada com os prémios mais significativos da crítica espanhola e internacional.
É autor consagrado de inúmeros guiões cinematográficos e televisivos, de que se destaca a série «La Granja» (1989-1992). Entre os seus romances mais celebrados, contam-se «La teranyina» (A Teia de Aranha, 1984), «Fra Junoy o l’agonia dels sons» (Irmão Junoy ou a Agonia dos Sons, 1984), «L’ombra de l’eunuc» (A Sombra do Eunuco, 1996) e «Les veus del Pamano» (As Vozes do Rio, 2004).

Com que facilidade é possível passar-se dos píncaros do poder ao inferno da ignomínia, da plenitude da vida aos caprichos da morte?
Em Barcelona, no ano de 1799, uma corte ociosa, corrupta e libertina prepara-se para receber um novo século. Enquanto isso, uma série de azares fatais levam à união de um jovem e romântico poeta e de um poderoso juiz, aspirante aos favores de uma baronesa. A paixão do juiz pelas mulheres levá-lo-á a cometer um crime com consequências fatais para o seu destino. Num mirabolante caleidoscópio de aventuras, «Sua Senhoria» oferece-nos o retrato histórico de uma sociedade aristocrática de moralidade duvidosa.

A obra encontra-se traduzida em seis línguas e foi reconhecida internacionalmente, galardoada com vários prémios, nomeadamente, o «Prémio Nacional da Crítica», em Espanha, e o «Prémio Méditerranée» para a melhor obra traduzida em francês.

«Sumptuoso como uma ópera de Puccini ou um projecto de Visconti... Uma obra de indiscutível grandeza.»
Le Monde

Excerto:
“A execução do infeliz Perramon foi um êxito incontestável.
E a morte do marinheiro assassino de putas, a consagração definitiva dos bons serviços de dona Marianna de Massó. Se no primeiro caso ficou bem patente que ela pessoalmente, sim, pessoalmente, tinha custeado o sudário do réu, no segundo chegou mesmo a intervir, também pessoalmente, para que lhe fosse concedida uma sepultura, uma vez que não tinha família que se ocupasse do assunto, holandês e marinheiro, está‑se mesmo a ver.”

Um Livro muito interessante que gostei muito e que recomendo.

October 7, 2009

O Amor nos Tempos de Cólera by Gabriel Garcia Márquez

Gabriel Garcia Marquez, um dos meus escritores favoritos, sem sombras de dúvida, consegue mais uma vez encantar, este livro é como um bombom, que nos é dado a nós leitores deste escritor.
Belíssimo romance, intemporal sem idade, nem limites, sem dúvida nenhuma um hino verdadeiro ao Amor incondicional.

Recomendo Vivamente.

Excertos:

"Com o decorrer dos anos ambos chegaram, por caminhos diferentes, à conclusão sábia de que não era possível viverem juntos de outra maneira, nem amarem-se de outra maneira: nada neste mundo era mais difícil do que o amor."

" ... pode-se estar apaixonado por várias pessoas ao mesmo tempo, e por todas com a mesma dor, sem atraiçoar nenhuma ...”

" Na plenitude das suas relações, Florentino Ariza tinha-se perguntado qual dos dois estados seria o amor, o da cama turbulenta ou o das tardes tranquilas dos Domingos e Sara ... sossegou-o com o argumento simples de que tudo o que fizessem nus era amor. Disse : « Amor da Alma da cintura para cima e amor do corpo da cintura para baixo. »


El amor en los tiempos del cólera (conhecido em Portugal como O Amor nos Tempos de Cólera e no Brasil como O Amor nos Tempos do Cólera) é um livro de Gabriel García Márquez publicado em 1985. O livro é um romance de gênero realismo fantástico passado no século XIX com cenário na América Latina e que trata de um triângulo amoroso que perdurou por mais de cinquenta anos.
(Fonte: Wikipédia)

October 1, 2009

O Segredo do Rio de Miguel Sousa Tavares

À inquietação do filho Martim em saber por que é que as estrelas não caem do céu, Miguel Sousa Tavares escreveu O Segredo do Rio um conto que é já uma referência obrigatória na literatura infantil em Portugal. Mas que segredos pode esconder um rio? À primeira vista, esta é a história de amizade entre um rapaz que vive sozinho no campo e um peixe (uma carpa) que vive no ribeiro para onde o rapaz ia brincar. No final, percebemos que o grande segredo do rio está consagrado na gratidão que os une. Sem uma vertente moralista, esta é uma obra de aprendizagem da vida e dos seus mistérios, das relações humanas e da descoberta de sentimentos.
Com as ilustrações belíssimas de Fernanda Fragateiro. O livro é um encanto e uma verdadeira delicia – Este livro e este: http://leituraslim.blogspot.com/2009/02/o-principezinho-by-antoine-de-saint.html , são uma Excelente Oferta para os mais pequenos :)

Eu sou fã incondicional dos livros do MST.
Este também recomendo vivamente.

Excertos:
“Nas noites mais quentes desse Verão, quando o calor não o deixava dormir, o rapaz descia, silencioso, pela janela do quarto e ia até ao ribeiro. Então, atirava umas pedrinhas para dentro de água, que era o sinal combinado para chamar o seu amigo. E o peixe, que dormia no seu buraco, feito com pedras e ramos de árvores arrastados pela corrente, acordava com o som das pedras a cair dentro de água e vinha ter com o rapaz à margem?”

“ Ás vezes passava uma estrela cadente no céu, e o rapaz pedia logo três desejos à estrela, como tinha aprendido com a sua mãe.
A mãe ensinara-lhe também que cada estrela do céu era uma pessoa boa que tinha morrido e que tinha deixado na terá alguém de quem gostava muito e, por isso, ficava no céu, depois de morrer, e de lá de cima via tudo o que se passava cá em baixo e tomava conta das pessoas de quem gostava e que deixara cá em baixo. “

September 29, 2009

O Encontro Marcado de Fernando Sabino

1ª vez que leio algo deste autor, este foi mesmo adquirido num Alfarrabista e é tão velhinho.
O livro conta a história de um garoto de classe média, que sempre conquistou todos os objectivos por meio da sua exímia inteligência. Desde pequeno, sempre muito esperto, se arranhava até que sangrasse para conseguir alcançar seus objectivos. Já na adolescência, muito apaixonado pela leitura, começou a escrever seu próprio livro, sendo vitorioso e premiado pela obra.

Este escritor brasileiro mostra-nos que haverá sempre o encontro com o outro.
Lá mais para a frente, quando a idade chegar e a realidade bater á porta e mostrar a verdadeira face do seu verdadeiro objectivo que é nem + nem – do que o conhecimento próprio. Escrever é bom para exorcizar e para afugentar os nossos próprios fantasmas. Faz-nos pensar.

Excerto:

"— O que é que tem importância, então?
— Para mim? Mais nada. Para você, escrever. Fazer do seu arrependimento uma boa literatura.
— Não me arrependi ainda. Talvez ainda possa evitar…
— É impossível. O sentimento não é bem de arrependimento, é uma espécie de nostalgia — já lhe disse isso. Nostalgia daquilo que a gente não é, dos lugares onde não esteve, das coisas que não chegou a fazer… Se você não tiver isso, se um dia se sentir satisfeito, pode ter a certeza de que você não é mais escritor.(…)
— Seria até bom, se não fosse o risco de ficar apenas com a outra espécie de nostalgia: a de tudo que a gente realmente viveu. Uma precisa da outra, para se transformar em experiência. "

“-Mas que milagre foi esse... De que você está rindo?
- Tínhamos um encontro...
-Só eu fui... Mas não tem importância.
- Não acreditei que você viesse.
- Vim por um ou dois dias. Depois ...
Calou-se. Não tinha importância também o que lhe aconteceria depois.

Rio, Março de 54 – Julho de 56. “

“0 Encontro Marcado” by Fernando Sabino


Informação Net:
Fernando Sabino nasceu em Belo Horizonte-MG, em 12 de outubro de 1923. Logo aos 13 anos escreveu seu primeiro trabalho literário, uma história policial na revista Argus, da polícia mineira. Com 17 anos, decidiu ser gramático e publicou artigos literários em O Diário, junto com Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos. Em 1941 publicou seu primeiro livro, Os Grilos não Cantam Mais, e em 1946, após concluir o curso de Direito na Faculdade Federal do Rio de Janeiro, viajou com Vinicius de Moraes para os Estados Unidos, onde morou por dois anos, em Nova York. Neste período, Sabino passou a enviar crónicas para serem publicadas no Diário Carioca e O Jornal, do Rio, e foram reproduzidas em vários veículos do Brasil. Em 1948, de volta ao Brasil, continuou a colaborar com crónicas e artigos para jornais e revistas do país, e publicou os livros A Cidade Vazia e A Vida Real.
Uma de suas obras mais conhecidas foi lançada em 1956, O Encontro Marcado, que ganhou edições no exterior e foi adaptada para o teatro. Em 1964, Fernando Sabino foi contratado pelo governo João Goulart para exercer de Adido Cultural junto a Embaixada do Brasil em Londres. Dois anos mais tarde fez a cobertura da Copa do Mundo de Futebol na Inglaterra para o Jornal do Brasil. Após a Copa, Sabino passou alguns anos viajando por diversos países como correspondente brasileiro, produzindo reportagens tanto na Europa, como nos Estados Unidos e Argentina. Mas o grande talento de Sabino era escrever livros, e na vida literária foi que ele viveu até o fim de seus dias. Sua última obra, Os Movimentos Simulados, foi publicada em 2004.

September 25, 2009

O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad

Asne Seierstad

Licenciada em russo e história da filosofia na Universidade de Oslo, foi correspondente para jornais noruegueses na Rússia, em 1997 e na China em 1998-1999. Repórter de televisão e rádio cobriu a guerra do Kosovo, Tchétchénia, Afeganistão e Iraque. Fala inglês, alemão, espanhol, francês, russo e servo-croata.

"O Livreiro de Cabul" é uma espécie de "ficção real", que resultou da estadia da jornalista norueguesa, Asne Seierstad, em Cabul, depois de cobrir a ofensiva da Aliança do Norte contra os taliban. Acolhida vários meses pela família de um livreiro afegão, Seierstad escreve um livro onde relata o quotidiano, as relações, as tradições de uma família da classe média na capital afegã. Apesar de uma aparência de abertura e do elevado nível cultural, Sultan Kahn (o nome ficcionado do livreiro) relaciona-se com a sua família e os demais da forma mais tradicional (não deixando os filhos estudar, reagindo mal à ideia de a criança que estava para nascer, da sua segunda mulher, pudesse de novo vir a ser uma menina, etc.). O verdadeiro livreiro insurgiu-se contra a publicação, procurando por todos os meios impedi-la, acusando Seierstad de má-fé para com ele, que a recebera de forma hospitaleira, mas o livro já foi traduzido e publicado em mais de vinte países.
Como dizia Einstein, é mais fácil desintegrar o átomo do que mudar as mentalidades.

Este é um livro que faz uma reflexão sobre o papel da mulher na sociedade afegã.
A autora relata a angústia das mulheres que se submetem ao casamento arranjado com homens mais velhos, a escravidão dentro de casa, a ausência de sonhos, o que sofrem quando nascem meninas e não meninos, a vida debaixo de burcas suadas, silenciosas e ás vezes ou até na maioria das vezes bem sujas, o castigo pelas unhas pintadas, tantas privações, violência muita mesmo e ás vezes tão brutal, mas que gostei imenso de ler e que recomendo vivamente.

No entanto no Ocidente seria impensável viver assim. É um livro que me cativou do inicio ao fim, uma verdadeira delicia. Até arece que estamos nos locais a sentir, os cheiros, as paisagens, etc...

Excertos:
“Não era a primeira vez que alguém havia pedido a mão da sua filha. Ela era bonita e diligente, mas pensei que ela ainda era um pouco jovem. Pai de Sonya não era mais capaz de trabalhar. Durante uma briga de faca tinha cortado alguns dos nervos em suas costas. Sua bela filha poderia ser usado como moeda de troca nas estacas do casamento, e ele e sua esposa estavam sempre esperando o próximo lance a ser ainda maior.

"Ele é rico", disse Sultan. "Ele está no mesmo negócio como eu sou. Ele é bem educado e tem três filhos. Mas sua esposa está começando a envelhecer."

"Qual é o estado de seus dentes?" , perguntaram os pais imediatamente, aludindo à idade do amigo. “

“ Ela beijou sua mão, no costume de mostrar respeito por um parente mais velho, e abençoou o topo da cabeça dela com um beijo. Sonya estava ciente da atmosfera carregada e se retraiu sob o olhar procura o tio Sultan.

"Eu encontrei um homem rico, o que você acha disso?" ele perguntou. Sónia olhou para o chão. A menina não tem direito a ter uma opinião sobre um pretendente. “

“... recordou uma citação do seu poeta preferido, Ferdusi.
“Para ter êxito, há que ser umas vezes lobo e outras vezes cordeiro.” “

September 22, 2009

3 dos livros que estou a ler

Ora cá ficam para a posteridade 3 dos livros que estou a ler e que encabeçam a lista de espera.

September 8, 2009

Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Márquez

Voltei a ler :)Sempre achei o 1º capítulo meio sem ânimo, no entanto a partir dai é um livro simplesmente fenomenal.
Alias simplesmente Amo de Paixão este escritor: ) independentemente de ser Prémio Nobel ou não...
Ele faz-nos sentir os cheiros, ver as cores das "salamandras douradas e lírios sangrentos" enfim parece que estamos mesmo lá dentro.
Cem Anos de Solidão, é para mim um verdadeiro convite ao sonho, ao um mundo mágico, ao mesmo tempo, contêm tantas lições de vida bem reais …

Uma verdadeira Pérola.

Excertos:
“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo. Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e taquara, construídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos. O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las se precisava apontar com o dedo. Todos os anos, pelo mês de março, uma família de ciganos esfarrapados plantava a sua tenda perto da aldeia e, com um grande alvoroço de apitos e tambores, dava a conhecer os novos inventos.”

“Remédios, a bela, foi a única a permanecer imune à epidemia das bananeiras. Deteve-se numa adolescência magnífica, cada vez mais impermeável aos formalismos, mais indiferente à malícia e à desconfiança, feliz num mundo próprio de realidades simples. Não percebia por que razão as mulheres complicavam a vida com corpetes e saiotes, de modo que coseu um balandrau de canhamaço que enfiava simplesmente pela cabeça e resolvia sem mais delongas o problema de se vestir, sem lhe tirar a impressão de estar nua, que era na sua maneira de ver as coisas, a única forma decente de estar em casa. Aborreceram-na tanto para que cortasse o cabelo e para que fizesse carrapitos com travessas e tranças com laços coloridos, que muito simplesmente rapou a cabeça e fez perucas para santos. O que era espantoso no seu instinto simplificador era que quanto mais se desembaraçava da moda em busca da comodidade, quanto mais passava por cima dos convencionalismos obedecendo à espontaneidade, mais perturbadora se tornava a sua beleza incrível e mais provocador o seu comportamento com os homens.”

"As coisas têm vida própria", apregoava o cigano com áspero sotaque, "tudo é questão de despertar a sua alma." José Arcadio Buendía, cuja desatada imaginação ia sempre mais longe que o engenho da natureza, e até mesmo além do milagre e da magia, pensou que era possível se servir daquela invenção inútil para desentranhar o ouro da terra.

A única coisa que conseguiu desenterrar foi uma armadura do século xv, com todas as suas partes soldadas por uma camada de óxido, cujo interior tinha a ressonância oca de uma enorme cabaça cheia de pedras. Quando José Arcadio Buendía e os quatro homens da sua expedição conseguiram desarticular a armadura, encontraram dentro um esqueleto calcificado que trazia pendurado no pescoço um relicário de cobre com um cacho de cabelo de mulher.


Agora quero é ler o seu mais recente : )



Budapeste de Chico Buarque

Budapeste, Chico Buarque escreveu ainda não tenha conhecido in loco esta cidade, só conheceu depois de escrever o livro.
No entanto comigo foi diferente 1º estive em Budapeste, Istambul... e só agora li o livro, ehhhh ...
Virou filme e documentário e tudo.
Li num fôlego só. Este é um livro que não tem mesmo fim nunca.
É uma escrita Misteriosa, sarcástica e de reflexão... entre muitas outras coisas.
È o primeiro livro que leio do Chico, no entanto acho que é um livro escrito por um homem muito inteligente, que consegue cativar o leitor.

Excertos:

“Devia ser proibido debochar de quem se aventura em língua estrangeira.”

“O Danúbio, pensei, era o Danúbio mas não era azul, era amarelo, a cidade toda era amarela, os telhados, o asfalto, os parques, engraçado isso, uma cidade amarela, eu pensava que Budapeste fosse cinzenta, mas Budapeste era amarela.”

"Língua não se aprende na escola"

"é a única língua que o diabo respeita"
(relativamente ao húngaro)

“Custei a aprender que para conhecer uma cidade, melhor que percorrê-la em ônibus de dois andares é se fechar num aposento dentro dela.”

Adoro muitas das músicas deste senhor. Devo confessar que a sua escrita foi uma surpresa Bem Agradável.
Mas não deixo de pensar, que teria ele tanto sucesso na escrita senão fosse quem é ????
E ontem perguntaram-me escolhes o cantor ou o escritor???
Escolho sem qualquer sombra de dúvida O Cantor, foi logo a minha resposta bem directa.

September 7, 2009

A Filha do Mar ou Stern Man de Elizabeth Gilbert

Eat, Pray, Love ou Comer, Orar, Amar by Elizabeth Gilbert
http://leituraslim.blogspot.com/2008/12/eat-pray-love-ou-comer-orar-amar.html

Amei Ler o Livro na sua versão original: Eat, Pray, Love ou Comer, Orar, Amar by Elizabeth Gilbert .
Por isso assim que consegui colocar a mão no A filha do Mar ou Stern Man da mesma escritora nem hesitei.
Achei que a escritora neste livro usou um estilo de escrita bem-humorada, mas muito diferente do 1º livro, talvez porque o livro anterior era biográfico???.

Diferente sim, até ao ponto do aborrecimento total e brutal.
Estava sempre na esperança que na página seguinte a história ficasse mais interessante e emocionante.
A história gira em torno da pesca da lagosta e das lutas entre os pescadores.
Poderia até ter sido interessante mas enfim, para mim como a expectativa era grande, ficou muito aquém do que já li desta escritora.
E se calhar o mal até foi meu por ter colocado a fasquia da expectativa tão alta.

Mas sinceramente esperava bem mais.

Quem sabe para o próximo ??

September 5, 2009

O Livro do Desassossego de Fernando Pessoa

Este livro para mim é desde sempre um companheiro fiel em todas as horas.
Gosto, porque Gosto e pronto. Leio e releio sempre e desde sempre.


Excertos:
“Há em olhos humanos, ainda que litográficos, uma coisa terrível: o aviso inevitável da consciência, o grito clandestino de haver alma.”

“Fazer qualquer coisa completa, inteira, seja boa ou seja má - e, se nunca é inteiramente boa, muitas vezes não é inteiramente má - , sim, fazer uma coisa completa causa-me, talvez, mais inveja do que outro qualquer sentimento. É como um filho: é imperfeita como todo o ente humano, mas é nossa como os filhos são.
E eu, cujo espírito de crítica própria me não permite senão que veja os defeitos, as falhas, eu, que não ouso escrever mais que trechos, bocados, excertos do inexistente, eu mesmo, no pouco que escrevo, sou imperfeito também. Mais valeram pois, ou a obra completa, ainda que má, que em todo o caso é obra; ou a ausência de palavras, o silêncio inteiro da alma que se reconhece incapa de agir.”

“A ânsia de compreender, que para tantas almas nobres substitui a de agir, pertence à esfera da sensibilidade. Substitui a Inteligência à energia, quebrar o elo entre a vontade e a emoção, despindo de interesse todos os gestos da vida material, eis o que, conseguido, vale mais que a vida, tão difícil de possuir completa, e tão triste de possuir parcial.
Diziam os argonautas que navegar é preciso, mas que viver não é preciso. Argonautas, nós, da sensibilidade doentia, digamos que sentir é preciso, mas que não é preciso viver.”

Bernardo Soares / Fernando Pessoa in O Livro do Desassossego.

September 4, 2009

Sophia de Mello Breyner Andresen

Dêem uma olhadela, Bonito de se ver:

http://dn.sapo.pt/DNMultimedia/Gente/Especiais/GENTE_SMBA/index.html

Uma das minhas poetisas preferidas sem dúvida:

" Dia (c/ a ajuda da Joana decidi incluir este também, que Adoro)

Como um oásis branco era o meu dia
Nele secretamente eu navegava
Unicamente o vento me seguia "


“ Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.”

Sophia de Mello Breyner Andresen - Biografia, Poemas e Fotografias
http://www.astormentas.com/andresen.htm

August 31, 2009

Barroco Tropical de José Eduardo Agualusa

Esta é a escrita bem-humorada, mágica e super Iluminada que faz com que este livro se leia num instante, eu li-o numa tarde de praia e fico sempre querendo mais e mais.
Tenho um Fraquito bem Grande por este escritor meu conterrâneo, ehhhh ... e não nego : ) Gosto, porque Gosto e pronto : )

Assim que aterrou lá em casa fiquei radiante e coloquei-o logo na fila da frente, aos outros todos, que estavam a aguardar a sua vez para serem lidos.
Só posso dizer que Valeu a Pena! E como, uiiii ...
Uma obra fantástica que só vem mais uma vez confirmar Agualusa como um dos maiores escritores dos nossos dias. Simplesmente Adoro, Adoro :)
Numa série de histórias, bem entrançadas e excelentemente escritas, cativa logo á partida.

Excertos:
“ (O Povo, ou Eles, é como em Angola nós, os ricos, ou os quase rios, designamos os que nada têm. Os que nada têm são a esmagadora maioria dos habitantes do país.) “

“ – Repara no contraste! – gemeu Mouche. – Neste país até o futuro é arcaico.”
“... ocorreu-me um verso de Paul Bowles: «The gestures are gone. Now frantic silence is here». Foram –se os gestos. Agora desceu sobre nós um silêncio convulso. O verso de Bowles, percebo hoje, era uma premonição.
A poesia é quase sempre uma premonição.”

August 27, 2009

A Inutilidade do Sofrimento e A Arte de Arruinar a Sua Própria Vida de María Jesús Álava Reyes

Sempre fui de opinião que o que não nos mata, só nos pode tornar mais Fortes, acho de depende muito de pessoa para pessoa ultrapassar determinados obstáculos que nós nos deparamos no nosso caminho e que podem eventualmente causar sofrimento.
Não é fácil, mudar, revolucionar, falar é fácil e teoria é fácil, agora arregaçar as mangas e colocar mãos á obra, isso sim é que é difícil.
Mas não é de todo impossível.

É claro que por vezes, não depende mesmo de nós, fazer Acontecer, lá isso é verdade.
Mas eu que sou uma pessoa Positiva e Curiosa por natureza, gosto de ler de tudo.

Devo confessar que não sou muito fã deste tipo de livros, mas como me foram oferecidos estes dois na versão original, por um amigo meu espanhol, que foi muito ajudado por esta senhora enquanto profissional e também através dos seus livros, lá li.

Só posso dizer é que mal não faz e se ajudar alguém já é uma mais valia.
Ambos os livros têm casos muito interessantes.
Gostei de os ler e recomendo.

Excerto do livro A Inutilidade do Sofrimento,de María Jesús Álava Reyes:
«Alguma vez parámos para pensar na facilidade com que sofremos? Ou, para dizê-lo de outra forma, quanta vida nos foge por sofrermos? Quanta energia desperdiçamos, de quantas ilusões e esperanças nos desfazemos, quantas ocasiões perdemos e quantas alegrias abafamos?...”

Excerto do livro A Arte de Arruinar a Sua Própria Vida de María Jesús Álava Reyes:
“Recordemos que uma das coisas que mais nos faz reagir é ouvir o nosso nome; além disso, ajuda-nos a criar um clima de proximidade com a outra pessoa, especialmente quando é um conhecimento recente.”

“Parece simples, mas muitas pessoas sentem-se mal de cada vez que têm de dizer não; sentem-se incapazes de o fazer e, muito contrariadas, acabam por dizer sim.
No entanto, temos direito a ser nós mesmos, a expressar e a julgar os nossos sentimentos, opiniões e emoções, com a única limitação de respeitar os dos outros.
Mas também temos direito de mudar de parecer, de cometer erros, de dizer «não sei», de não depender dos sentimentos dos outros, de tomar decisões alheias à lógica, de dizer «não entendo» ou «não me importo», de decidir se nos incumbe a responsabilidade de encontrar soluções para os problemas de outras pessoas, de não dar razões ou desculpas para justificar a nossa conduta. Definitivamente, temos o direito de ser felizes.”


August 25, 2009

As Mulheres do Meu Pai de José Eduardo Agualusa

Este é na minha humilde opinião um romance sobre mulheres, música e a magia de África. Aqui África é apresentada de uma forma deverás, interessante e surpreendente, contudo inesperada: a África urbana, a das pessoas, a da música, a da magia, a poesia.
Muito bem escrito, aliás como sempre nos habituou o autor.
Com um final deverás surpreendente, um homem com tantos filhos e que depois descobre que sempre foi estéril, ehhhhh ... irónico não ???
Romance que, na minha opinião, vale a pena ler, recomendo vivamente.
Mas eu sou suspeita para falar que sou uma fã confessa do Zé : )

Excertos:

“Quando o avião aterrou em Luanda abriram as portas, parei um instante no cimo das escadas e enchi os pulmões de ar. Queria sentir o cheiro de África.”

“Pecado é não amar. Pecado maior é não amar até ao fim do amor.”

“As tuas mãos foram feitas para a taça dos meus seios.”
“As mulheres dizem que tenho mãos bonitas. Eu gosto delas, das minhas mãos, gosto do que me dão.”

“-Tu acreditas na fidelidade, mano?
-Eu? Eu não! Não acredito que um homem possa gostar de uma única mulher a vida inteira.
-Ouviste, tia? Esta é a perspectiva de um verdadeiro africano. Quanto a mim, acho que um homem que gosta de uma única mulher é porque não gosta de nenhuma. Não há homens fiéis, o que há é homens que não conseguem ser infiéis. “

“ - Como voam os gatos?
- Os gatos não voam!
- Não voam lá na Europa, menina. Aqui voam! Ponha um galgo atrás de um gato a ver se ele não voa. Um gato aperreado trepa em qualquer árvore, mesmo que seja eucalipto. Em dependendo do galgo, galga inclusive uma parede lisa. O certo é que voei, subi. Fiquei lá em cima, nu em pêlo, mais em pele do que em pêlo, aliás, que pêlos não tenho muitos, até que caiu a noite e Maria Rita se cansou e foi embora.”

“A Ilha de Moçambique está ligada ao continente por uma longuíssima ponte, tão estreita que dois carros não conseguem cruzar-se sobre ela. Torna-se necessário aguardar por um sinal para aceder ao tabuleiro. Ao longe dir-se-ia uma amarra.”

“ Uma ocasião, já tu tinhas partido há muito, fui a Lourenço Marques, e levaram-me a jantar ao Hotel Polana. Quando entrei no salão o pianista começou a tocar o Muxima. Eras tu, com alguns cabelos brancos, mas sempre jovem e elegante. Disseste-me: “Aqui não entram pretos”, e de facto éramos os dois únicos homens de cor ali dentro. Soltaste uma daquelas tuas gargalhadas cheias de vida, cheias de som e de fúria, e acrescentaste: “Sinto-me como uma gazela a pastar entre leões. O truque é agitar a juba e rugir.” A verdade é que Faustino Manso sempre entrou onde bem quis. Nunca aceitou ficar à porta e nunca ninguém se atreveu a deixá-lo à porta “

“ Um homem fica a imaginar o que existe por detrás daquele silêncio... que mal deixa adivinhar a forma do pensamento, Imaginar já é amar.”

“... existem depois aquelas mulheres que nos seduzem pelo brilho do pensamento.”

“As mulheres que pensam são as mais perigosas (espero que este meu diário não caia nunca nas mãos de uma mulher).”

August 19, 2009

Jesusalém de Mia Couto

O título é Jesusalém e não Jerusalém, este título causa tanta, mas tanta confusão, que convem clarificar.
Tenho um fascínio imenso por escritores africanos, e muito particularmente por Mia Couto e José Eduardo Agualusa.

Este livro foi mesmo Love at first site.

Fascinante, Intenso, Mágico de um “Guru” da escrita africana, sem qualquer sombra de dúvida.

Até do ponto de vista feminino o escritor é exímio.
A prosa mágica deste escritor moçambicano ajuda, certamente, a reencantar este nosso mundo.
Maravilhoso e literalmente Fabuloso, fiquei com sabor a pouco ... Amei e recomendo vivamente.

Excertos:

(...) “«Jesusalém». Aquela era a terra onde Jesus haveria de se descrucificar. “

" - Ninguém é de uma raça.
As raças - disse ele - são fardas que vestimos (...)
eu aprendi tarde demais, que essa farda se cola, às vezes, à alma dos homens."

“Durante anos, meu pai foi uma alma doce, seus braços davam a volta à Terra e neles moravam os mais antigos sossegos. ( ...)
Hoje, eu sei: meu pai tinha perdido os Nortes. “

“ A guerra roubou-nos memórias e esperança. Mas, estranhamente, foi a guerra que me ensinou a ler as palavras. Explico: as primeiras letras eu as decifrei nos rótulos que vinham colados nas caixas de material bélico. O quarto de Zacaria Kalash, nas traseiras do acampamento, era um verdadeiro paiol. O "Ministério da Guerra", como o pai lhe chamava. Quando chegámos a Jesusalém, já ali se guardavam armas e munições. Zacaria escolheu aquele compartimento para se instalar. Naquela mesma cubata, o militar me surpreendeu decifrando os rótulos dos contentores.”

“Não é segurando nas asas que se ajuda um pássaro a voar. O pássaro voa simplesmente porque o deixam ser pássaro.”

“Não chegamos realmente a viver durante a maior parte da nossa vida. Desperdiçamo-nos numa espraiada letargia a que, para nosso próprio engano e consolo, chamamos existência. No resto vamos vagalumeando, acesos apenas por breves intermitências.”

“A vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado.”

“ Desculpe, a senhora é mesmo uma mulher? (...)
- Porquê? Não pareço mulher?
- Não sei. Nunca vi nenhuma antes.
Aquela era a primeira mulher e ela fazia o chão evaporar. Passaram-se anos (...) Aquele primeiro encontro marcou em mim, fundo, o misterioso poder das mulheres.”

“A ternura daquela mulher me confirmava que meu pai estava errado: o mundo não morreu. Afinal, o mundo nunca chegou a nascer.
(...) Quem sabe eu aprenda (...) caminhando por um infinito descampado antes de chegar à última árvore.”

August 18, 2009

A Muralha de Gelo e a Guerra dos Tronos de George R.R. Martin

Este é dos tais livros que não consigo parar de ler.
Na verdade A Muralha de Gelo é a segunda parte do primeiro livro, "A Game of Thrones" ou seja em português a "A Guerra dos Tronos".
São livros chocantes, violentos, cruéis mas que ao mesmo tempo estão cheios de Fantasia e de divertimento, com muitos mas muitos traços medievais, mesmo para quem não goste de fantasia Recomendo os dois livros.

Simplesmente absorvente e Maravilhoso ao Máximo.

Excerto In A Muralha de Gelo :
“Nos meus primeiros tempos de exílio, olhava para os dothraki e via bárbaros seminus, tão selvagens como os seus cavalos. Se me tivésseis feito essa pergunta nessa época, Princesa, ter-vos-ia dito que mil bons cavaleiros não teriam dificuldade em pôr em debandada cem vezes mais dothraki.”

Excerto In A Guerra dos Tronos:
“O manto constituía a consumação da sua glória; zibelina, espessa e negra, suave como pele. “Aposto que foi ele próprio quem as matou a todas, ah pois aposto” dissera Gared na caserna, entre os vapores do vinho, “torceu-lhes as cabecinhas e arrancou-as, o nosso poderoso guerreiro”. A gargalhada fora partilhada por todos.
É difícil aceitar ordens de um homem de quem nos rimos de copo na mão, reflectiu Will, sentado a tremer sobre o dorso do garrano. Gared devia sentir o mesmo.”

August 14, 2009

A Ilha das Garças by Sue Monk Kidd

Comparando este livro com "A Vida Secreta das Abelhas" este também é um livro com uma história no mínimo peculiar e estranha, mas que no entanto tem o condão de nos prender a cada linha. Comovente, arrepiante e arrebatador ao mesmo tempo.

Excertos:
“Eu era perita em adiar os momentos de grande satisfação. O Hugh disse uma vez que as pessoas que conseguiam fazer isso eram extremamente maduras. Eu conseguia adiar a felicidade dias, meses, anos. Era «madura» a esse ponto. Aprendi a ser assim a comer Tootsie Roll Pops em pequena.“

"O que importa é entregarmo-nos àquilo que amamos."

Adoro ler sempre primeiro a versão original e ás vezes calha a ler a versão traduzida, mas eu prefiro sempre a versão no original – Neste caso li as duas versões.

August 13, 2009

A Vida Secreta das Abelhas de Sue Monk Kidd

Só depois me lembrei que já tinha visto o filme e que já tinha lido o livro na sua versão original há imenso tempo.

Um romance sobre o poder transcendente do amor e a faceta feminina de Deus.
Este livro prova que uma família pode ser encontrada nos sítios menos prováveis – talvez não sob o nosso próprio tecto, mas no sítio mágico onde encontramos o amor.
Comovente este livro sem dúvida nenhuma e com um enredo magnifico.

Excertos:
“Você pode não ser boa em uma coisa, mas se gostar de faze-la é o que basta.”

“Há pessoas que possuem um sexto sentido, outras não pescam nada. Eu julgo possuí-lo porque no preciso instante quem que pus um pé dentro de casa, senti um arrepio na pele, uma corrente que me subia pela coluna vertebral, me descia pelos braços antes de sair, palpitante, pelas pontas dos dedos.”

August 12, 2009

Dizei uma palavra e serei salvo de Niall Williams ou Say the Word

Dizei uma palavra e serei salvo de Niall Williams ou Say the Word na sua versão original.

Tenho um fraquito bem Grande pelos escritores irlandeses, devo confessar.
Este é um livro que ou se Ama ou se Detesta, sinceramente ouve ali alturas em que a história estava meio pesada, sim porque os tempos em que vivemos já são pesados por natureza ... No entanto depois a escrita cativou-me, com a brincadeira que este escritor faz com as palavras através da sua magnifica escrita - Adorei.

É daqueles livros que nos fazem pensar muito na vida.

Com uma vida marcada pela dor e pela perda, Jim passou a confiar apenas na palavra; imagina que só pela palavra escrita é capaz de expressar tudo o que ao longo da sua vida deixou por dizer reencontrando e recuperando assim o amor perdido.

Dizei Uma Palavra e Serei Salvo é uma história de aceitação do passado e de esperança no futuro. Profundamente sentida, espantosamente bem contada e escrita na prosa lírica e bem ritmada de Niall Williams. É simultaneamente um romance sobre as palavras, os livros, sobre a tentativa de compreender a dor. É um testemunho poderoso e íntimo da persistência do amor.

Excertos:

“Vivemos juntos na casa mas cada um de nós está sozinho.”

“Agora estou em Dublin, vim estudar literatura inglesa e francesa e iniciar convenientemente a caminhada necessária para ser escritor. Estou a estudar francês porque tive boas notas no liceu, porque adoro o som da língua, a delicadeza e a beleza que parecem desprender-se mesmo das frases mais simples, porque ouvi falar em Rimbaud através das canções de Van Morrison e Bob Dylan , e porque é uma língua estrangeira. Adoro dizer palavras em francês e estabelecer ligações de musicalidade entre elas, visage », paisage ». Tenho sonhos fabulosos com as criaturas feitas de seda que vivem dentro de mim. Levantam-se e flutuam no ar e às vezes, nos primeiros dias, sinto que os meus pés mal tocam no chão. «Estou aqui, estou longe.» Estou longe dos intermináveis campos ermos e das turfeiras castanhas e dos cheiros do gado e dos fumos dos escapes dos tractores. Estou na cidade de James Joyce. “

Eat, Pray, Love ou Comer, Orar, Amar by Elizabeth Gilbert

Cá fica os Links para os mais curiosas (os): Eat, Pray, Love by Elizabeth Gilbert
O projecto de Elizabeth Gilbert era visitar três lugares onde pudesse desenvolver um aspecto particular da sua natureza no contexto de uma cultura que tradicionalmente se destacasse por fazê-lo bem.
Em Roma, estudou a arte do prazer, aprendeu a falar Italiano e engordou os 23 kilos mais felizes da sua existência.
Reservou a Índia para praticar a arte da devoção, em especial a Meditação.
Com a ajuda de um guru nativo e de um cowboy do Texas surpreendentemente sábio, Elizabeth empenhou-se em quatro meses de exploração espiritual ininterrupta. Em Bali, aprendeu a equilibrar o prazer sensual e a transcendência divina.

Irreverente, espirituosa, senhora de um coloquialismo exuberante, Elizabeth não abandona um minuto a sua auto-ironia e conta-nos tudo acerca desta fuga desesperada ao sonho americano.
Aos 34 anos, Elizabeth Gilbert, escritora premiada e destemida jornalista da GQ e da SPIN, descobre que afinal não quer ser mãe nem viver com o marido numa casa formidável nos subúrbios de Nova Iorque e parte sozinha numa viagem de 12 meses com três destinos marcados: o prazer na Itália, o rigor ascético na Índia, o verdadeiro amor na Indonésia.
Esta comovente e divertida viagem pelo desconhecido,à descoberta de si mesma, está agora a ser adaptada ao cinema pela Paramount Picturese será protagonizada no grande ecrã por Julia Roberts.
Simplesmente Adorei este livro e recomendo vivamente :)

Excerto:
"Será assim tão horrivél viajar por alguns meses da nossa vida sem outra ambição a não ser descobrir a próxima refeição deliciosa? Ou aprender a falar uma língua apenas porque soa bem aos nossos ouvidos?
Ou tirar uma soneca num jardim, ao sol, a meio do dia, mesmo junto à nossa fonte favorita? E voltar a fazer a mesma coisa no dia seguinte?"

Pilgrims by Elizabeth Gilbert

Cá fica o Link do Site: http://www.elizabethgilbert.com/ da Autora destes Maravilhosos livros, que recomendo. Não sei se conhecem esta autora ??
Eu gosto e muito.

Eu li estas versões em inglês, mas agora também existem as versões em português e estão á venda no mercado português (cá fica também a foto do livro versão portuguesa - "Comer Orar Amar"):


by Elizabeth Gilbert.
Edição em Portugal da Bertrand

August 7, 2009

O Animal Moribundo de Philip Roth

Este é sem sombra de dúvida nenhuma um dos meus escritores favoritos.
Não consegui parar de ler.

Excerto:
(...) aos sessenta e dois anos, desistir voluntariamente de uma esplendorosa rapariga de vinte e quatro que me dizia centenas de vezes «adoro-te», mas nunca (...)

August 6, 2009

A Morte nas Dunas de Jim Grace

Os romances de Jim Grace têm sempre um sintónia, no respeitante aos limites da vida.
A Morte nas Dunas é uma obra poderosa e absolutamente cativante, iluminada por uma imaginação vigorosa e fecunda.

Excerto:
“ Os cadáveres tinham sido entregues ao tempo e à terra, mas ali estavam ainda um homem e uma mulher, repousando serenamente, carne contra carne, mortos, mas ainda presentes.”

August 3, 2009

A Dançarina do Ventre de Barry Unsworth

Este foi um livro que me chamou a atenção devido á sua comparação com “O Nome da Rosa” de Umberto Eco, que amei ler. Alias tudo o que é escrito por Umberto Eco eu sou fã.

O brilhante romance histórico de Barry Unsworth retrata a forma como a guerra entre Muçulmanos e Cristãos influencia a mente e o coração de Thurstan, um cavaleiro que ama duas mulheres. A corte do rei Rogério na Sicília do século XII gira à volta de paixões voláteis de Cristãos, Muçulmanos, Judeus, Latinos e Gregos. Entre eles, um jovem normando chamado Thurstan Beauchamp arranja emprego sob a tutela de Yusuf, um muçulmano que controla os cordões da bolsa do rei cristão. Mas enquanto Thurstan deseja ser agraciado com o título de cavaleiro, não lhe interessam as intrigas da corte e em vez disso divide o seu tempo entre o que é divino - sob a forma da sua querida de infância Lady Alicia - e o que é delicioso: a sensual e exótica dançarina Nesrin. No entanto, na sua procura pelo amor e cavalheirismo, Thurstan tem ainda de se aperceber de que pode ser um peão num jogo muito mais mortífero.

"Um romance histórico fantástico."
THE DAILY MAIL
"Delicadamente intrincado na sua construção e psicologia, moralmente ressonante e extremamente agradável, este é o trabalho de um romancista no apogeu dos seus dotes."
THE GUARDIAN
" A Dançarina do Ventre é muito rico em termos de textura histórica - cerimónias da corte, danças exóticas e o mundo dos cavaleiros são vivamente ressuscitados."
THE DAILY TELEGRAPH
"Ele tem um jeito especial para fazer com que o passado pareça autêntico nos seus detalhes históricos enquanto injecta as suas histórias com lições importantes para as nossas lutas contemporâneas."
WASHINGTON POST

O romancista britânico Barry Unsworth nasceu em 1930. Cresceu numa pequena comunidade mineira do condado de Durham, no Norte de Inglaterra. Após estudar na Universidade de Manchester. foi durante um ano professor de Inglês em França. Viajou extensamente na Grécia e Turquia durante os anos 60, tendo leccionado nas universidades de Istambul e de Atenas.
Foi Visiting Literary FelIow nas universidades de Durham e de Newcastle e escritor residente na Universidade de Liverpool em 1985 e na Universidade de Lund, Suécia, em 1988. É membro da Royal Society of Literature.
Publicou o seu primeiro romance em 1966. Seguiram-se-Ihe mais de uma dezena de outras obras de ficção. O romance Sacred Hunger foi vencedor ex-aequo do prestigioso Booker Prize (1992). Barry Unsworth vive actualmente em Itália.

Um Romance muito rico em termos de textura histórica, agradavél de se ler e sem dúvida um trabalho ou melhor um romance fantástico de um romancista no apogeu dos seus dotes.

Excertos:
“ Quando dançar será sempre para ti.”
“De facto, ficava muitas vezes perdido para conseguir compreender citações do Santo Livro dos Muçulmanos.”

July 31, 2009

O Jogo do Anjo de Carlos Ruiz Zafón

Este é um autor que Adoro, tem uma precisão na sua narrativa impressionante.
Assim que encontrei este livro, comprei logo :)

Já li outros dele, mas na versão original: “El Príncipe de la Niebla”, “El Palacio de la Medianoche”, acho mesmo que não estão traduzidos em português.
Só este e “A Sombra do Vento” estão traduzidos em português, pelo que sei.

Este escritor tem um estilo deslumbrante, impecável, intrigante de precisão á medida que vai fazendo a sua narrativa.

Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais.
Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.

Excertos:

«O anos ensinaram-me a viver no corpo de um estranho que não sabia se cometera aqueles crimes dos quais ainda sentia o cheiro nas mãos, (...) estava condenado a vaguear pelo mundo em chamas que sonhava a troco de umas moedas e a promessa de enganar uma morte que agora lhe parecia a mais doce das recompensas.»

«Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita umas moedas ou um elogio a troco de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente no sangue o doce veneno da vaidade e acredita que, se conseguir que ninguém descubra a sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de lhe dar um tecto, um prato de comida quente ao fim do dia e aquilo por que mais anseia: ver o seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente lhe sobreviverá. Um escritor está condenado a recordar esse momento pois nessa altura já está perdido e a sua alma tem preço.»

Fascinante.

July 30, 2009

A Senhora das Especiarias” de Chitra Banerjee Divakaruni

Um romance fascinante que revela os mistérios universais do coração humano e explora o choque entre o Oriente e o Ocidente.

Excerto:

“Faz-me bela, makaradwaj, tão bela como nunca houve outra igual nesta terra”

MAKARADWAJ

... O rei das especiarias ... é o conquistador do tempo.
Pego no frasco alto e esguio e conservo-o na mão até aquecer.
Bebo de repente ... sinto um choque na garganta ... tomo duche, passando as mãos pelo corpo, sinto-o ganhar firmeza quando lhe toco.”

Gosto Imenso da forma deslumbrante como esta escritora descreve as várias especiarias e as enquadra no Romance – Fascinante.
Tilo, consegue ver o que mora no coração das pessoas - seus desejos e esperanças.

Chitra Divakaruni é autora de três aclamados romances, A Senhora das Especiarias, Irmã do Meu Coração e A Vinha do Desejo, além de duas colectâneas de contos, quatro livros de poesia e um romance infanto-juvenil, Neela: Canção de Vitória. Teve trabalhos publicados nas revistas New Yorker e jornais Atlantic Monthly e no jornal The New York Times. Nascida na Índia, vive atualmente no Texas, onde lecciona criação literária na Universidade de Houston.

Outros livros de Chitra Banerjee Divakaruni:
Irmã o meu Coração
O Mensageiro da Concha
Rainha dos Sonhos

July 28, 2009

O Último Cabalista de Lisboa de Richard Zimler

Em Abril de 1506, durante as celebrações da Páscoa, cerca de 2000 cristãos-novos foram mortos num pogrom em Lisboa e os seus corpos queimados no Rossio. Reinava então D. Manuel I, o Venturoso, e os frades incitavam o povo à matança, acusando os cristãos-novos de serem a causa da fome e da peste que flagelavam a cidade.

Este é um romance do escritor norte-americano Richard Zimler, actualmente a viver na cidade do Porto, em Portugal.

Conta-nos uma história fantástica que se não fosse fundamentada em factos verídicos nos deixaria mais tranquilos, mas como os factos são verídicos, chega a um ponto que até sentimos vergonha de ser português, tamanha é a crueldade e brutalidade da época.

Li este livro mais porque sou curiosa por natureza, pela cultura e história judaica, mas sinceramente esperava bastante mais, no entanto não fiquei desapontada.

Este é um livro muito emocionante, bem escrito e na minha humilde opinião, vale bem a pena ler.

July 27, 2009

Os Pilares da Terra de Ken Follett

Publicado pela primeira vez em 1989, "Os Pilares da Terra" surpreendeu o universo editorial ao tornar-se gradual mas inabalavelmente um clássico da ficção histórica, que continua a maravilhar leitores de todo o mundo e que a Presença lança agora em dois volumes.

. Idade Média
. Catedrais

Eu também como o autor adoro estes tópicos :)
Adoro visitar igrejas, museus. monumentos, etc....
Tenho um amigo que me diz sempre:
“Igrejas e catedrais são todas iguais” – Não são não e quem pense assim está de todo errado.
E não me venham dizer que a Abadia de Westminster é igual ao Sacré Coeur, ou que a Mesquita Azul é igual á Mesquita Madre Pérola e daqui por diante....
Pois eu sou adepta de visitar tudo quando é monumento quer seja em Portugal ou no estrangeiro.
Pena é que no nosso Portugal por vezes esteja sempre tudo fechado ou então tenham um horário que muitas vezes não lembra nem ao “menino Jesus”.

Recomendo vivamente estes 2 volumes dos Pilares da terra, Divinal em todos os aspectos e que não apetece parar de ler. Vale Bem a pena Ler.
Sem dúvida nenhuma uma obra-prima monumental de um escritor de enorme talento.
Tive muita pena de chegar ao fim.

Excerto:


“O Rei iria ser vergastado. ( ...) Philip avançou para vergastar o rei. Estava satisfeito por ter vivido o suficiente para poder assistir àquele momento. A partir daquele dia pensou ele, o mundo nunca mais haveria de ser bem o mesmo. “


July 25, 2009

Arlington Park de Rachel Cusk

Depois de ter já ter lido “Saving Agnes”.
Li então este, Delicado e Simultaneamente Sinistro, Cómico, Divertido – Enfim um cocktail explosivo de Lucidez do Universo alienado doméstico, conjugal e até mesmo feminista.
Li e gostei muito, O Mundo Feminino é deverás um desafio fascinante sempre.

Excertos:

“Não seria o amor, na realidade, a primeira concessão à morte?”

“O meu problema é que me esqueci de me divertir. Acho que todos nós nos esquecemos de como nos divertirmos.”

“… No fundo, o que é que significa ser diferente? - Significa não ser igual às outras pessoas todas. … – Não acham que também pode significar ... não fazer o que os outros esperam de nós? “

July 21, 2009

No teu deserto de Miguel Sousa Tavares

Um dos mais belos livros que jamais li!

Deixei toda a minha pilha de livros que estavam em lista de espera para ler este.
Assim que o vi no dia em que saiu, não consegui resistir, comprei logo e num período de talvez 2 a 3 horas numa viagem que fiz, li-o de fio a pavio.
Não resisto mesmo aos livros do Miguel, sou fã incondicional da escrita do Miguel.
Este é um livro bem diferente escrito na 1ª pessoa, mais intimo, mais pessoal, mostrando um Miguel, que não é aquele que aparece na TV, devo confessar que desse Miguel não sou nada fã e sei que esse não é o verdadeiro Miguel, este neste livro sim é o verdadeiro Miguel, aquele que passa férias em Lagos e que encontramos pelo bares de Lagos.
Amei este livro e recomendo muitíssimo este livro.
Uma ternura imensa este Miguel e a sua escrita fenomenal.
Eu que amo o deserto, que já tive o privilégio de atravessar o deserto, que já fiz safari/acampanhemto com beduínos e tuaregues, até parece que estava lá outra vez envolta numa Magia Imensa, naquela Paz.
Ao ler este livro veio-me á memória tantas, mas tantas aventuras no Deserto.
Sou de opinião que quem vai ao Deserto uma vez, jamais nada será igual, a perspectiva de vida é outra é daquelas coisas que se entranha na pele, na alma, como por exemplo África, o cheiro, a cor, a imensidão, enfim uma Delicia... daquelas coisas que passa a fazer parte de nós, para sempre.

Lindo, Lindoooooo...

Pequeno este livrito, mas no entanto Fenomenal, vem do intimo da alma do Miguel – Parabéns Miguel por nós presenteares c/ tamanha Pérola e Ternura, que connosco partilhas, cá fico á espera do próximo.

Excertos:

“uma loira num país árabe ou serve para ser trocada por camelos ou não serve para nada.”

** Eu que sou loira, concordo em absoluto e tenho por experiência que é mesmo verdade, ehhhhhh ....

“Também achei sempre que a beleza não tinha idade. (...)
eu estava deslumbrado pela beleza dela e ela devia ter uns setenta e muitos anos ... perguntei-lhe delicadamente se lhe podia dizer uma coisa. Ela fez que sim (...) e eu disse-lhe ... que ela era, talvez a mulher mais bonita que eu já tinha visto.
Ela sorriu ... disse-me:
- Oh, non, jeune homme, la beauté c’est la jeunesse! “

** A beleza não tem idade, na minha modesta opinião.

“ Ás vezes, lá onde moro, fico á noite a olhar as estrelas como as do deserto e oiço o tempo a passar, mas não me angustia mais: eu sei que é justo e que tudo o resto é falso.“

** Como eu te compreendo e compartilho contigo a mesma opinião : )

“ Na verdade, o deserto não existe: se tudo à sua volta deixa de existir e de ter sentido, só resta o nada. E o nada é o nada: Conforme se olha, é a ausência de tudo, ou, pelo contrário, o absoluto. “

“ Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer. “

“ Como não têm nada, absolutamente nada, poupam tudo.
Poupam a água, a comida, poupam as energias viajando de noite para evitar o calor. Até poupam nas palavras. “

“ Queria que me ouvisses e que falasses comigo. Mas não te queria ver, não queria que me visses Assim. “

July 3, 2009

Voo Final de Ken Follett

Em Junho de 1941 a Dinamarca encontra-se sob a ocupação de Hitler, enquanto a Grã-Bretanha é a única potência europeia em condições de fazer frente ao avanço dos nazis. Mas os aviões que partem em missões de bombardeamento são sistematicamente abatidos pelos esquadrões germânicos, como se de algum modo estes conhecessem os planos de ataque da Royal Air Force. Entretanto os Serviços Secretos Ingleses interceptam um sinal de rádio da Luftwaffe em que é mencionado o nome de código "Freya" e Hermia Mount, uma agente do MI6 é destacada para investigar o que está a beneficiar os alemães e isso leva-a numa missão secreta à Dinamarca... Ao mesmo tempo, na pequena ilha de Sande, o jovem Harald, estudante de física, encontra numa base secreta dos alemães algo cuja descoberta pode ser vital para mudar o curso dos acontecimentos... Um thriller empolgante de enredo complexo e absolutamente absorvente, baseado num caso verídico, pela mão do grande mestre da arte de contar que é o mundialmente famoso Ken Follett. http://www.ken-follett.com/


Cá fica um excerto:
“ O mar estava agitado e havia nuvens escuras no céu a oeste. Vinha lá uma tempestade, mas os pescadores diziam que teriam tempo de chegar a casa antes mesmo que ela se abatesse .“

Eu pessoalmente gosto imenso deste escritor, é um mestre na arte da escrita e do conto e eu que sou fã desde sempre de thrillers e policiais, recomendo.

No entanto o autor neste livre peca um pouco por não explicar devidamente certos factos que para pessoas que não estão dentro dos mesmos a nível de cultura geral mesmo fica perdido. O autor toma por adquirido que certos factos são de conhecimento intrínseco e adquirido, na minha humilde opinião acho que não o são.
Diferente de "Os Pilares da Terra" mas no meu ponto de vista vale muito a pena ler. Acho até que senão tivesse ainda lido “Os Pilares da Terra”, as minhas expectativas não seriam tão altas.

O Livro Negro do Açúcar de Fernando Carvalho

(Foto Net)


A menina do Blog: http://dietasqb.blogspot.com/

Colocou este post (pode ser que vos interesse Ler "O Livro Negro do Açucar"):

“Depois de ter conhecido o livro "Sugar Blues" através da :

Buxi
(http://aminhadieta.blogs.sapo.pt/162510.html )

e da

Miss Slim
(http://leituraslim.blogspot.com/2009/05/sugar-blues-by-william-dufty.html ),

encontrei um outro livro que pretende ser uma continuação actualizada do primeiro :


"O Livro Negro do Açúcar".


Para quem estiver interessado em ler, aqui fica o link para download em formato pdf :

http://www.4shared.com/file/77448489/8331e3ab/O_Livro_Negro_do_Aucar.html?s=1

Aconselho vivamente a leitura de ambos a quem se assume viciado no açúcar mas também, a quem julga não estar. “


Eu até acho que já li O Livro Negro do Açucar, no entanto decidi ler outra vez e até o li de uma acentada só.

Ambos os livros já ambos complementares, para quem quer livrar-se o açucar da sua vida.

Muito interessante este tipo de leitura para nós vermos o tipo de erros que estamos a cometer com o nosso corpo.

Cá fica um excerto do Livro Negro do Açucar:

“Sabem o que acontece a uma pessoa que deixa de comer açúcar? Não só não vai contrair doença nenhuma como ainda vai ficar livre da possibilidade de cáries dentárias, obesidade, diabetes, doenças cardíacas e outras do largo espectro das doenças crónicas, não transmissíveis.
Com certeza toso os órgãos do seu corpo vão cantar em coro para o açucar aquele verso do conhecido samba” sabe quem perguntou por você? Ninguém”.

July 1, 2009

A Arte da Guerra de Sun Tzu


Sun Tzu foi um general chinês que viveu no século IV AC e que no comando do exército real de Wu acumulou inúmeras vitórias, derrotando exércitos inimigos e capturando seus comandantes.
Foi um profundo conhecedor das manobras militares e escreveu A ARTE DA GUERRA, ensinando estratégias de combate e tácticas de guerra.
Uma das histórias mais repetidas sobre Sun Tzu descreve o modo pelo qual ele empregava as "concubinas" para demonstrar, no palácio, ao rei, exemplos de manobras de combate e deslocamentos de tropas.

Tão antigo e contudo ainda hoje bem actual...

"A Arte da Guerra", de Sun Tzu, escrito no século IV a. C., é um dos mais sábios e importantes tratados de estratégia militar. O texto aplica-se à competição e ao conflito geral, em todos os níveis. Sua meta é a invencibilidade, a vitória sem luta

Estratégias das guerras propriamente ditas aplicáveis ao nosso dia-a-dia, ao nosso quotidiano, sem sombra de duvidas que este é daqueles livros que todos deviam ler e utilizá-las para fins bem nobres, isso sim era excelente.

“Conhece-te a ti próprio e ao teu adversário e em cem batalhas vencerás cem; Se te conheceres mas não conheceres o teu adversário, em cem batalhas vencerás cinquenta; Se não te conheceres nem conheceres o teu adversário, em cem batalhas não vencerás nem uma.”
- Ainda hoje bem actual...

Um chefe deve empregar tácticas variadas de acordo com os tipos de terreno; movimentos de avanço ou recuo, segundo as condições favoráveis e a observação da natureza humana. Isto é tudo o que um general tem que estudar e examinar cuidadosamente.

Portanto, nunca lute em terreno dispersivo; nunca permaneça em terreno marginal; nunca ataque um inimigo que primeiro alcançou um terreno contencioso; nunca permita que se bloqueiem as comunicação do exército em terreno aberto; forme alianças com príncipes de estados vizinhos em terreno convergente; saqueie os recursos do inimigo para as suas provisões em território crítico; atravesse, rapidamente, os terrenos difíceis; elabore planos e estratagemas para atravessar os terrenos cercados; e trave uma batalha com todas as suas forças em território desesperado.

June 26, 2009

Pelo Mundo Fora de Julia Glass

Julia Glass, vencedora do National Book Award pelo seu romance Three Junes, foi bolseira do Radcliffe Institute for Advanced Study no ano lectivo de 2004-2005. Obteve bolsas do National Endowment for the Arts e da New York Foundation for the Arts, e os seus contos receberam três prémios Nelson Algren e o prémio Tobias Wolff. Nova-iorquina de longa data, vive actualmente com a família no Massachusetts.

Pelo Mundo Fora é um romance humano, vívido, de esperança e perda, loucura e perdão, que revela os mecanismos subtis subjacentes às nossas mais importantes, e por vezes mais frágeis, relações com os outros. Greenie Duquette distribui a sua energia apaixonada entre a padaria que possui em Greenwich Village e o filho de quatro anos, George. O marido, Alan, parece estar afundado numa depressão da meia-idade enquanto Walter, o seu colega de profissão mais chegado, sofre de um desgosto de amor. É exactamente no restaurante de Walter que o governador do Novo México, que está de visita, prova o bolo de coco de Greenie e decide persuadi-la a sair da cidade para ser sua chef. Por razões que vão da ambição ao desespero, ela aceita – e mete-se a caminho para oeste, sem o marido. Esta decisão impulsiva, assim como vários acontecimentos fora do seu controlo, vão mudar o curso da vida de algumas pessoas em redor de Greenie.

Gosto e muito da escrita desta senhora, logo recomendo - Cá fica um excerto do livro:

“Greenie foi ter com Claudia ao pé da janela. Gostava daquela mulher, mas nesse momento sentia-se dilacerantemente sozinha, como se a sua vida fosse uma pradaria aberta, iluminada pelo sol mas demasiado ampla e vazia.”

June 24, 2009

Rainha da América de Nuria Amat

Nuria Amat

Nome maior na moderna literatura espanhola, Nuria Amat nasceu em Barcelona. Licenciada em Filosofia e Letras (Filologia Hispânica), doutora cum laude em Ciências da Informação e bibliotecária diplomada, foi professora da Escola Universitária de Bibliotecoeconomia e Documentação de Barcelona.
A sua obra inclui romances: Pan de Boda (1979), Todos Somos Kafka (1993), La Intimidade (1997) e El País del Alma (1999); crónicas: El Ladrón de Libros (1998), Amor Breve (1990), Monstruos (1991) e Viajar es muy Difícil (1995); teatro: Pat's Room; e ensaios: El Libro Mudo/i> (1994) e Letra Herida (1998).


Crónica sobre o narcotráfico (A Rainha da América é mesmo a cocaína, metaforicamente falando é claro...) , epopeia sentimental e reflexão sobre a crise contemporânea de valores, "Rainha da América" é justamente considerado pela crítica como um dos grandes romances da actual literatura latino-americana, já distinguido com o Prémio Cidade de Barcelona. A história de "Rainha da América" desenrola-se no meio da violência que domina o dia-a-dia na Colômbia. O exército, a guerrilha e o tráfico de drogas tecem uma rede em que se sentem presas as três personagens centrais que dão vida a este romance: Rat, uma jovem espanhola recentemente chegada à Colômbia em missão humanitária; Aida, uma supersticiosa visionária; e Wilson (o elo de união entre ambas), um escritor e jornalista que, enredado num quotidiano repleto de sinais enigmáticos, é perseguido pelos narcotraficantes, pelos guerrilheiros e pelo exército. As suas vidas entrelaçadas acusam a paixão amorosa, a paixão revolucionária e, sobretudo, o instinto de sobrevivência que as alimentam.

“O cigarro aceso é o único ponto de luz nesta escuridão de sombras. “

“A vida corre tão depressa! O meu corpo dorme enquanto eu, desperta, o vigio. Através da janela vejo o despertar verde das árvores. É um verde de tão brilhante empalidece o rosto dos brancos e ilumina de vida a pele escura dos negros.”

1ª vez que leio algo desta escritora, sinceramente Diferente devo dizer, no entanto como não há “maus livros”, tudo vale a pena quando a alma não é pequena, já dizia o poeta : )

June 18, 2009

Filha do Tibete - A História da Fuga de Soname para a Liberdade

Este livro é uma autobiografia de Soname Yangchen, uma Tibetana a viver em Londres, cantora de worlmusic ainda actualmente.
Soname, antes de se tornar uma pessoa com possibilidades de escrever uma autobiografia, teve uma vida de escravidão e de sofrimento.

Nasceu no Tibete e adorava o ar livre, as montanhas, a liberdade!
Com a ocupação do Tibete pelos Chineses, os Tibetanos começaram a mandar os seus filhos para as cidades grandes de modo a protege-los da fome, maus tratos e violações dos exércitos Chineses, etc....

Aos 9 anos Soname foi entregue a uma família para lhes fazer todos os trabalhos domésticos, foi escravizada e maltratada. Privada da sua infância, obrigada a dormir numa esteira no chão da cozinha, a lavar, carregar, encerar, tudo o que se possa imaginar num tempo em que não haviam maquinas, privada do carinho da sua família, durante 5 anos, viveu o inferno.

Com 13 anos esta rapariga cheia de sonhos fugiu ao encontro ao Dalai Lama.
Uma busca incessante pela Liberdade, uma coisa que para mim é muito Importante.

A sua experiência durante estes tempos completamente chocante e difícil de imaginar.
De leitura obrigatória, este é um livro duro que nos mostra a realidade do sofrimento de um povo oprimido, maltratado e descriminado.

No entanto como eu própria tive oportunidade de ver c/ os meus próprios olhos quando fui ao Tibete, um povo verdadeiramente FELIZ , na verdadeira acepção da palavra, com tão pouco no entanto sentem-se tão Abençoados. Irradiam Luz.

Tibete uma das viagens + Enriquecedoras, Maravilhosa e Fenomenais que já fiz.

Lembra-me perfeitamente a 1ª vez que tomei Chá de Manteiga, sim ouviram bem chá de manteiga, coisa horrível, meu deus – Que me desculpem, mas é horrível por demais – No entanto ao olhar para o rosto de quem me estava a dar , que nada tinha no entanto estava a dar-me o seu bem + precioso, engoli de um gole só.

June 15, 2009

O Caçador de Almas de John Darnton

John Darnton nasceu em 1941, em Nova Iorque. Trabalhou 40 anos como jornalista no New York Times. Ao longo da sua carreira, foi distinguido com os prémios Pulitzer e George Polk. Darnton publicou vários romances que rapidamente se tornaram bestsellers mundiais: A Profecia de Neandertal e O Pecado de Darwin (li todinhos de fio a pavio).
O Caçador de Almas, uma viagem inesquecível ao interior das possibilidades da mente... e da alma humana.
Um thriller médico memorável que mantém o leitor impaciente até ao desenlace final.

Conheça aqui John Darnton

“Tyler, um rapaz de treze anos, jaz inconsciente numa cama de hospital após um trágico acidente que lhe danificou o cérebro. O pai permite que dois invulgares cientistas tomem a seu cargo o destino do adolescente. Um deles é um neurocirurgião cujas experiências pouco ortodoxas incluem o uso de computadores para controlar as respostas físicas dos pacientes durante as cirurgias. O outro é um investigador por conta própria e autor de experiências altamente secretas que visam descobrir a centelha da consciência humana… e capturá-la para sempre.
Juntos, alcançarão um resultado que ultrapassará tudo o que haviam imaginado, fazendo Tyler transpor os limites da ciência médica e enviando-o para um lugar nunca antes visitado e do qual um pai desesperado tentará resgatá-lo…
Um romance científico e tecnologicamente fascinante, com tudo aquilo que nos caracteriza enquanto seres humanos. O Caçador de Almas é uma viagem inesquecível ao interior das possibilidades da mente… e da alma humana.”

«Um romance cinematográfico e frequentemente arrepiante; as personagens são complexas o suficiente para exercer a nossa simpatia ou aversão; os pormenores mais técnicos – cirurgias cerebrais, síndromes neurológicas bizarras, dispositivos informáticos sinistros – parecem verdadeiramente reais; o enredo agarra, mantendo o leitor impaciente até ao desenlace final.»
The New York Times

Excerto do livro, que Amei ler, duro mas muitíssimo bem escrito, (é impressionante vermos como estamos nas mãos dos médicos e á sua mercê - Valha-nos os Bons profissionais) como é comum neste escritor e em todas as suas obras:

“Tanto quanto Cleaver se lembrava, a sua vida intelectual tinha sido conduzida por dois conceitos. Um era a ideia que a mente era capaz de existir fora do corpo, de que os pensamentos, os medos, os sonhos, os pesadelos e as emoções tinham uma existência independente. O outro era a ideia de que as máquinas e o homem se podiam fundir – através dessa mente despojada de corpo – a fim de criar o novo homem do futuro. Porque se a mente podia ser medida – se havia algo que viajava de um ponto a outro - , então também podia ser capturada.”

Recomendo Vivamente, não só este livro como todos o deste escritor : )



June 8, 2009

Mar de Papoilas ou Sea of Poppies (em Inglês) de Amitav Ghosh

Amitav Ghosh é um autor de bestsellers internacionais, que tem publicado obras de ficção e não-ficção, incluindo o romance. Foi agraciado com numerosos prémios e distinções. The Glass Palace (romance escrito também por este autor), foi agraciado com numerosos prémios e distinções. Este autor divide o seu tempo entre Kolkata e Goa, Índia, Brooklin e Nova Iorque.

AMEI muito de o ler e recomendo este livro, uma verdadeira delicia para os sentidos, é daqueles livros que se lê num único dia. Até parece que estamos mesmo no lugar - MARAVILHOSO :)
É sempre uma prazer ler este autor.

Mar de Papoilas esteve na shortlist do Booker Prize 2008 e foi também considerado o «Melhor Livro de 2008», segundo o San Francisco Chronicle, Chicago Tribune, Washington Post, Economist, New York, Christian Science Monitor e Publishers Weekly.
Ambientado na Índia do século XIX, este romance histórico desenrola-se nas vésperas da primeira Guerra do Ópio. No coração da saga está um navio de escravos: o Ibis, que recruta indianos para as plantações de cana-de-açúcar mas principalmente para o transporte de ópio para os consumidores chineses. Com uma tripulação constituída por uma mistura heterogénea de marinheiros, passageiros clandestinos, trabalhadores asiáticos e condenados, Ibis terá como destino uma longa e tumultuosa viagem pelo oceano Índico. Considerado «avassalador» pelo The Guardian, não lhe poupam elogios como o The Observer: «Uma saga de extraordinária riqueza... com muita acção e aventura à la Dumas, mas com momentos de grande profundidade à maneira de Tolstoi e um toque de sentimento como em Dickens.».
Autor de bestsellers internacionais, The Hindu considera o Mar de Papoilas o trabalho mais bem conseguido do autor: «Ghosh escreveu vários romances notáveis, mas Mar de Papoilas é indiscutivelmente o melhor.».

“A visão de um navio, de mastro alto, a navegar no oceano, assaltou a mente de Deeti, num dia de resto perfeitamente normal, mas ela soube de imediato que aquela aparição era um sinal do destino, pois jamais vira uma embarcação assim, nem mesmo em sonhos. Afinal de contas, vivia no Norte do estado de Bihar, a seiscentos e cinquenta quilómetros da costa, e a sua aldeia situava-se de tal forma no interior, que o mar lhe parecia tão distante como o mundo dos mortos. Era o abismo da escuridão, onde o sagrado Ganges desaparecia na Kala Pani, ou «Água Negra».”

“Aconteceu no final do Inverno, num ano em que, estranhamente, as papoilas demoraram a largar as suas pétalas. Quilómetro após quilómetro, de Benares em diante, o Ganges parecia correr no meio de dois glaciares idênticos, com ambas as margens cobertas por uma camada espessa de flores com pétalas brancas. Parecia que a neve dos Himalaias havia descido sobre as planícies, à espera da chegada do festival Holi, com a sua abundância de cores primaveris.”

“Depois de massajar óleo de semente de papoila no cabelo de Kabutri e no seu próprio cabelo, Deeti pendurou o seu outro sari no ombro e conduziu a filha até às águas do rio, do outro lado do campo.”

“Ao entrar na sua sala de oração privada, Deeti pegou numa folha de
mangueira verde, mergulhou a ponta do dedo num recipiente com sindoor
e desenhou, com meia dúzia de traços, dois triângulos semelhantes
a umas asas, suspensos numa armação curva e comprida que terminava
num bico curvado. Podia tratar-se de um pássaro em pleno voo,
mas Kabutri reconheceu a imagem de imediato: uma embarcação com
dois mastros e as velas desfraldadas. A rapariga estava admirada por a
mãe ter desenhado aquilo como se se tratasse de um ser vivo.”

“Aos olhos de Zachary, a mastreação do Ibis era invulgarmente graciosa, com as suas velas alinhadas a todo o comprimento
do navio, em vez de transversais à linha do casco. Ele compreendia
por que motivo aquela embarcação, com as suas velas dianteiras firmes
ao vento, fazia lembrar um pássaro de asas brancas, em pleno voo.”

“Mais uma vez, o Serang Ali veio em seu auxílio. Entre os lascarins, havia gente com outras capacidades para além da navegação, nomeadamente um kussab que havia trabalhado como criado pessoal do dono de um navio; um camareiro que era também um darzee, e que ganhava algum dinheiro extra a costurar e a remendar peças de vestuário; e um topas que aprendera a arte de barbear e que era o balwar da tripulação.”


“ ... uthlé há chháti ke jobanwá
piyá ké khélawna ré hoi... “

... os seus seios em botão estão prontos
para serem desfrutados pelo seu amado...”

June 4, 2009

Lição de Tango de Sveva Casati Modignani

"Giovanna e Matilde não parecem ter nada em comum, excepto o facto de morarem no mesmo bairro de Milão e de às vezes se cruzarem na rua. A primeira é uma encantadora antiquária, casada e com uma filha adolescente; a outra é uma pobre idosa que vive sozinha numas águas-furtadas das quais obstinadamente não se deixa despejar. Uma série de circunstâncias dramáticas aproxima as duas mulheres, que aprendem a conhecer-se e a travar uma profunda amizade. Matilde ajudará a jovem a encontrar a serenidade e o amor, enquanto que Giovanna acompanhará Matilde ao longo da sua caminhada final.
Uma história dominada pela paixão, que nos retracta, com o talento habitual de Sveva Casati Modignani, duas inesquecíveis figuras femininas."
Sempre gostei e li tudo o que esta escritora publica, no entanto não posso deixar de dizer que tenho uma predilecção toda especial pelo seu Livro:

“Baunilha e Chocolate”, até algumas das receitas que lá vêem c/ chocolate eu experimentei, na minha cozinha, ehhhhh ...


Cá fica uma pequena amostra de alguns que já escreveu e que já os li todinhos : )

Surpreendente sempre esta autora. Normalmente os livros dela leio num dia ou noite .

Site da autora: www.sveva.ws

Excerto retirado da Lição de Tango:


“ Por uma vida que parte, há outra que nasce.
- Estás a dizer-me que ...
- Achas que quarenta anos é uma idade demasiado avançada para ter um filho?...”

June 1, 2009

A Gaiola Dourada de Josephine Cox

Leonard Mears é um homem tirânico que além de manter a família subjugada, a castiga violentamente quando algo lhe desagrada. A crueldade deste homem encobre um terrível segredo: uma filha ilegítima que obrigou a irmã a criar, exigindo-lhe segredo absoluto. Mas a menina cresceu e está determinada a encontrar o pai. James Peterson, um bonito jovem, dirige a fábrica de Mears melhor do que o próprio patrão. As coisas complicam-se quando James se apaixona por Isabel Mears, a filha legítima, o que provoca a fúria do irascível pai.
Será James capaz de libertar Isabel da gaiola dourada aonde vive?

Josephine Cox é uma das mais celebradas escritoras inglesas, com leitores que lhe são inteiramente devotados.
A sua escrita dirige-se essencialmente ao publico feminino, se bem que a quantidade de admiradores do sexo masculino tenha vido a aumentar significativamente.
O seu primeiro livro ganhou o Superwoman of Great Britain. A autora vive em Inglaterra e dedica-se por completo à criação literária. Tem mais de trinta romances. Desde Born Bad, Omnibus “The Woman who..., Girl On The Platform, Songbird, Loner, Beachcomber… e tantos outros…..
É um livro duro, ás vezes até violento. Mas gosto da maneira como esta Srª escreve.

Cá fica um Excerto:

“ Eram oito e meia de uma noite fria de Novembro. Tendo vendido todas as castanhas quentes, a velha limpou o carrinho de mão e preparou-se para ir para casa. Não ficava longe... atravessa-se a ponte de Londres, descia-se depois ao longo do Tamisa e estava-se quase lá.”

May 28, 2009

Sugar Blues by William Dufty

Título: Sugar Blues
Autor: William Dufty
Gênero: Medicina / Nutrição
Editora: Ground

SUGAR BLUES é um livro audacioso, profético, chocante em várias passagens, elaborado por um escritor e pesquisador que esmiuça séculos de história secreta, folclores esquecidos, sabias tradições dos antigos e conceitos científicos inconsistentes, para trazer à tona a verdade sobre a mais dissimulada droga que dissolve os dentes e os ossos de toda uma civilização: a sacarose refinada, normalmente conhecido por açúcar. Exaustivas pesquisas desenvolvidas nos grandes centros científicos evidenciam consideráveis vínculos entre o açúcar refinado e as mais alarmantes doenças modernas que vão da depressão ao derrame cerebral; entretanto, esta substancia antinutriente formadora de hábito, e consumida, a cada dia, em praticamente todos os produtos utilizados na dieta do homem civilizado, do pão aos cigarros.

Deixo excertos do livro:

"A história do açúcar envolve, desde o seu início, a experiência amarga de muitos em garantia da doce vida de poucos. Cultivado por mãos escravas, seu consumo limitou-se inicialmente às elites. O desenvolvimento da industrialização da cana, entretanto, prometia as perspectivas de um mercado altamente promissor: o uso do açúcar, a exemplo de outras drogas formadoras de hábito, garantia um número crescente de ansiosos consumidores."

"Posteriores constatações dos inúmeros distúrbios orgânicos causados pelo consumo indiscriminado do açúcar, em especial do açúcar refinado .."

"...peguei uma colher de açúcar. Quando ia despejá-lo no copo, ouvi seu sussurro autoritário:
"Esta coisa é um veneno", disse ela. "Eu não deixaria isso entrar em minha casa, quanto mais no meu corpo."

"Para encurtar uma longa e feliz história: em cinco meses, pulei de 102 para 67 quilos e fiquei com um novo corpo, uma nova cabeça e uma nova vida...Isto foi na década de 60. Desde então, tenho vivido sem o açúcar. Por todo esse tempo, tenho estado longe dos médicos, dos hospitais, das pílulas e injecções. Não tomei nem ao menos uma aspirina."

"Hoje, quando vejo alguém servindo-se de açúcar, me contorço da mesma forma que me lembro ter visto Gloria Swanson fazer no coquetel à imprensa. Tenho vontade de segurá-lo num canto e contar-lhe como é fácil livrar-se do sugar blues.
Considere-se agarrado. O que você tem a perder?

SUGAR BLUES
Everybody’s singing the Sugar Blues...
I'm so unhappy, I feel so bad
I could lay me down and die.
You can say what you choose
but I'm all confused.
I’ve got the sweet, sweet, Sugar Blues More Sugar!!
I’ve got the sweet, sweet Sugar Blues.

A música "Sugar Blues" foi publicada em 1923, o ano em que os EUA foram abalados pelo escândalo do Teapot Dome, e quando milhões
de diabéticos começaram a se injetar com uma droga milagrosa, recém― descoberta, a insulina. "

Já o tinha lido em inglês, mas depois com a ajuda da minha amiga Buxi, fiz o dowload e voltei a lê-lo em português.

Muito interessante este livrinho, especialmente para quem se quer livrar do açucar na sua vida. Recomendo Vivamente a sua leitura.

Quem quiser ler é só clicar no link seguinte e fazer o dowload do livro e ler com atenção: DOWNLOAD

May 26, 2009

YOU SEMPRE JOVEM by Dr. Michael F. Roizen e Dr. Mehmet C. Oz

“manter-se saudável, apesar da idade”, soava-me bem melhor neste livro e em todo o lado.
Na minha humilde opinião O que conta é ter um espirito sempre jovem, independentemente da idade cronológica que se possa ter.
No entanto se for possivél fazer algo para melhorar e ajudar a “Lei da Gravidade”, melhor ainda e tem todo o meu apoio.

Este é mais um livro da série YOU. Esta edição, os médicos Michael F. Roizen e Mehmet C. Oz explicam com muitíssimo humor e muita ciência o efeito que a passagem dos anos tem sobre o nosso corpo.
Contam curiosidades, quebram mito e tabus, apresentam soluções muito práticas para problemas concretos e revelam o Plano YOU de 14 dias – um programa completo, a nível de alimentação e exercícios, que nos dará mais anos de vida… e mais vida aos anos que temos.
Um livro muito interessante, que recomendo. ( é claro separando o trigo do joio... como em tudo nesta vida...)

“ O chá oolong, um chá chinês que se situa algures entre o chá verde e o chá preto em termos de oxidação, não possui o sabor amargo e vegetal do chá verde típico. O chá oolong contém polifenóis que demonstram ajudar a controlar a gordura corporal, ao melhorarem o metabolismo da gordura nutritiva.
Um estudo mostrou que as pessoas que bebiam 2 chávenas desse chá por dia tinham uma taxa de queima de calorias 2 vezes e meia superior à das que bebiam chá verde tradicional. Um método infalível para perder peso...”


« In YOU SEMPRE JOVEM by Dr. Michael F. Roizen & Dr. Mehmet C. Oz »

Posso comprovar que é verdade, porque eu própria uso e tenho tido resultados Maravilhosos com este chá, combinado é claro c/ uma plano alimentar e de exercicio fisico adequado. Porque nestas coisas não há "Milagres".

Cá fica mais informação acerca deste chá, aqui neste Link, num post que já coloquei no meu outro blog:

May 25, 2009

Cisnes Selvagens de Jung Chang

Cisnes Selvagens é um livro de sentimentos e muito sentidos.
É sem sombra de dúvida uma leitura dolorosa, porque o tempo todo somos tomados por perguntas sobre nós mesmos.

Sempre achei este livro, uma narrativa fascinante e um modelo de pesquisa histórica.

Quando fiz a minha Viagem á Rota do Oriente, li uma série de livros sobre as diferente culturas e este foi um deles. Recomendo vivamente : )

Um livro extraordinário, comovente e instrutivo no mais alto grau. Embora não seja essa a intenção da autora, todos os militantes socialistas deveriam lê-lo, pois para quem quiser entender a essência do maoismo, não há nada melhor.

Jung Chang, é uma Senhora, para quem não sabe, que tenta a todo o custo resgatar a saga da sua família, reflectindo assim todas as mais diversas turbulências da história e sociedade chinesa.
É excelente livro, é um daqueles livros que jamais esquecerei pela sua crueldade e ao mesmo tempo em contraponto a sua doçura nas personagens incríveis. Fica-se sem dúvida a conhecer melhor a China e a sua recente história.

"Um comércio prosperava: o tráfico de meninas para bordéis e escravas para os ricos. A cidade vivia cheia de mendigos oferecendo as filhas em troca de comida. Durante dias, diante de sua escola, minha mãe viu uma mulher emaciada e de ar desesperado, coberta de trapos, arriada no chão gelado. A seu lado tinha uma menina de uns dez anos com uma expressão de embotada infelicidade no rosto. Da parte de trás de sua gola saía um pedaço de pau, e nele um aviso escrito em má caligrafia dizia: Filha à venda por dez quilos de arroz".

May 21, 2009

Maria Teresa Horta in Poesia Reunida

Em "Poesia Reunida" são abordados temas como o erotismo e a intervenção social, constantes na obra de Maria Teresa Horta.
É um livro muito comovente, é um testemunho, tem tudo a ver com a autora, grande parte da sua obra está esgotada. A sua palavra é corpo e a sua poesia é uma poesia do corpo, é uma poesia erótica e isso é por demais evidentes na sua obra.

Apesar de todas as controvérsias Gosto e gostarei sempre.
Aliás sou fã de poesia, hoje e sempre : )

Com diz um amigo meu: “Uma mulher feia que escreve Bonito” : )

Maria Teresa Horta é uma das mais importantes pensadoras e defensoras da dignidade feminina no nosso país

Este livro tem prefácio da professora de literatura Maria João Reynaud

Cá ficam alguns poemas:

VERÃO DE ÁGUA

Verão de água
ao sul de uma praia

convexo na boca
um pássaro de viagem

Semelhante
ambíguo
de se reter nos braços

animal de areia
a pernoitar nas algas


SIMPLICIDADE

Momentaneamente
a sedução ondula
na lâmpada
o volume ou a secura

Erva tranquila
que acumula
o vagar do sol
nas alegrias simples


SERENAMENTE

Aqui serenamente
sou feliz
sem qualquer memória
do passado

sem qualquer cansaço
mascarado
ou trevas que encubram
qualquer escombro

aqui tudo o que há
é reencontro

de ti tudo o que vem
é quente e súbito

da tua voz
amor
do nosso encontro único

Sem ti

Não quero viver
sem ti
mais nenhum tempo
Nem sequer um segundo
do teu sono
Encostar-me toda a ti eu não invento
Tu és a minha vida o tempo todo.


REFRÃO FEMININO

Combato-te inquisidor
de crueldade
mastim

Faço a cruz e teço
a luz
nada podes contra mim

Te exorcizo lobo
negro
em noites de lua alta

Encapuzado.
Tomento

Desafio os teus poderes
alcandorados
no medo

Guardo todo o meu segredo
eu danço nua no vento

May 20, 2009

You A Sua Dieta By Dr. Roizen e Dr. Oz

Ofereceram-se no Natal passado, imaginem.
Sinceramente esperava mais, mas que tem muita informação útil, bem interessante e bem controversa, isso tem mesmo.
São livros escritos, de uma forma muito particular, com muito humor, muito terra a terra.
Depois de ler mais que uma vez, recomendo.

A Canela é nossa amiga, ajudando-nos e muito a diminuir o apetite e também diminui os "ataques aos doces".

Segundo o Dr. Oz e o Dr. Roizen in “YOU A Sua Dieta”, a canela parece ter um efeito semelhante ao da insulina: activando o centro de saciedade no cérebro e ao mesmo tempo reduz os níveis de açúcar e colesterol.
Diminuindo a nossa vontade de atacar coisas doces.

Basta metade ou mesmo 1 colher de chá por dia para se sentirem os benefícios.
Portanto polvilhe os seus cereais, frutas, etc... c/ canela em pó.
Já tinha testado e confirmo que é verdade, pelo menos comigo funciona.

E como já dizia o poeta: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena” .

May 18, 2009

Os Segredos de Jin-Shei by Alma Alexander

Livro em Inglês:
Livro em Português:
Os Segredos de Jin-Shei by Alma Alexander
Alma Alexander nasceu na Jugoslávia, cresceu em África, viveu na Nova Zelândia e, presentemente, vive em Bellingham, Washington

Cativante ... único ... um rico leque de personagens .. extraordinariamente conseguido. De ritmo veloz, imaginativo e completamente absorvente

Os laços de sangue nada significam quando comparados com o juramento inquebrável das irmãs secretas - o laço de Jin-Shei.

O estilo lírico e delicado da escritora Alma Alexander encontra na China medieval o cenário perfeito para tratar dos limites dos sentimentos e compromissos. Utilizando recursos presentes nas principais obras do género, a autora monta um relato sobre as vidas de oito mulheres que se comunicam numa linguagem secreta, que as mantêm unidas para além dos homens e das ameaças mundanas. "Os segredos de Jin-Shei" é um romance sobre a amizade e a lealdade mais profundas, capazes de unir na irmandade jin-shei mulheres que alteram suas vidas em favor das outras.

Os Segredos de Jin-Shei é uma história épica e mística, mas simultaneamente real e humana, que absorve o leitor à medida que acompanhamos o amadurecimento das protagonistas, num mundo antigo onde os elementos do sobrenatural e da magia se cruzam com o drama humano da existência e da demanda pela imortalidade.
Tendo como cenário o esplendor da China medieval, Os Segredos de Jin-Shei propõe uma viagem a um local mágico, o Império de Syai, com séculos de história, uma cultura exótica e tradições religiosas multifacetadas.

Excertos:

“Eram as borboletas que traziam Tai aqui.” ...
O Verão era a única altura em que se permitia que as mulheres da Corta Imperial de Syai saíssem dos quartos, sem terem de passar horas intermináveis em preparativos e aperfeiçoamentos.”

“ Encontrei a Princesa. Gostou do meu desenho. Usava o meu bordado.
Orgulhei-me de ambos, embora ache que ainda não trabalho muito bem com o giz. Vi o pôr do Sol do terraço, e o rio dourado a correr para ocidente, como de costume. Vi as estrelas aparecerem. Hoje alguma coisa mudou.”

Um romance evocativo que vai seguramente fascinar os apreciadores de Amy Tan, de Gail Tsukiyama e até de Marion Zimmer Bradley ...uma obra exemplar do género… Altamente recomendável.
Os Segredos de Jin-Shei é absolutamente singular – e uma peça de literatura completamente mágica
Este livro “Os Segredos de Jin-Shei”, é de facto uma verdadeira pérola no panorama literário. Pena que é pouco conhecido.
Li a versão em inglês, mas a versão em português é igual recomendável.

E quem quiser saber mais, faça o favor de ler o livro.

May 14, 2009

A Cidade do Sol de Khaled Hosseini

A história é comovente, emocionante, triste e linda – Tudo isto ao mesmo tempo!!! Chega mesmo na minha opinião até mesmo a ser revoltante. Mas sem dúvida nenhuma uma enorme Lição de Vida.
Que ao lê-lo nos faz apreciar mais tudo aquilo que temos.
Depois de ter lido "O Caçador de Pipas", que adorei, este livro do mesmo autor de forma nenhuma lhe fica atrás.
Um livro envolvente, muito triste, que nos permite conhecer melhor a cultura afegã/talibã e sua realidade, sem dúvida nenhuma muito diferentes da nossa.

Excerto:
"...o passado só continha uma certeza: o amor era um erro nocivo, e sua cúmplice, a esperança, uma ilusão traiçoeira..."
Khaled Hosseini in A Cidade do Sol

Mariam tem 33 anos. A sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rasheed, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir o marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos, filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai a escola todos os dias, e considerada uma das melhores alunas do colégio, sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela Historia, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a Historia continue a decidir os destinos, uma outra historia começa a ser contada, aquela que ensina que todos nos fazemos parte do "todo humano", somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.

May 13, 2009

Eu sempre vou te amar de Daniel Sampaio

A comovente história de amor entre uma mãe e um filho homossexual

Dr. Daniel Sampaio e o Dr. José Gameiro, são pessoas e profissionais pelos quais tenho o maior apreço, consideração e admiração.
O Amor incondicional que os pais têm pelos filhos é infinito e algo inexplicável e por experiência própria falo.

Depois de ter lido: "Tudo o Que Temos Cá Dentro" do Dr. Daniel Sampaio, que recomendo vivamente. Foi a vez de ler este.
Daniel Sampaio é não só um profissional muito dedicado, competente e sabedor, mas também uma pessoa de carácter e um escritor ou contador de histórias (na minha humilde opinião) que sabe exactamente o peso que palavras desadequadas, podem ter no curso da vida de todos nós.

Eu sempre vou te amar, do psiquiatra e professor português Daniel Sampaio, emociona em cada detalhe. O livro dá voz às angústias, aos temores, aos ruídos e às inseguranças que rondam as relações familiares quando o assunto homossexualidade está envolvido. Confronta-nos com experiências que nem sempre somos capazes de enfrentar. O autor alterna diálogos e pensamentos dos principais protagonistas - ora a palavra está com Luísa, a mãe sempre preocupada e carinhosa, ora com Diogo, seu filho adolescente. Com pinceladas subtis, o pai, António, e o irmão Pedro também deixam suas marcas nas relações da família. Todos lidando com descobertas, revelações e conclusões que os fazem questionar seus sentimentos e valores mais profundos.


May 11, 2009

A Baía dos Anjos de Anita Brookner


Um romance sincero sobre o feminismo, o casamento e o relacionamento entre mãe e filha.
Zoe Cunningham é uma jovem inteligente, independente, mas que encara a vida com demasiado romantismo. O 2º casamento de sua mãe com Simon, um homem meigo, generoso e proprietário de uma villa em Nice, possibilitou-lhe a concretização de um sonho: uma vida independente, despreocupada, livre, desafogada... em suma, uma vida feliz. Só que Simon morre tragicamente e com ele o ideal de vida destas duas mulheres. Sozinha, longe de casa, rodeada de estranhos, enfrentando problemas jamais imaginados e caminhos nunca percorridos, Zoe vai ter de assumir responsabilidades até então não sonhadas. Afinal, a vida não é o conto de fadas que sempre idealizou!...

Excerto:
"As mulheres hão-de incentivar sempre o casamento umas às outras, sobretudo se surge, ou parece surgir, uma maravilhosa vida nova no horizonte. O nosso erro foi não temos olhado para os dentes do cavalo. Mas quem é que olha?"

"Tal como Virginia Woolf, o seu objectivo não é a definição global das personagens, mas sim a revelação mais funda da psicologia individual."

(The Times)
"Uma das raras romancistas britânicas desta geração com um talento verdadeiramente genial" (Evening Standard)
"A Baía dos Anjos revela uma Anita Brookner em toda a sua sabedoria, eloquência e poder." (The Spectator)

Anita Brookner nasceu em Londres e licenciou-se em História da Arte, tendo-se especializado na pintura dos séculos XVIII e XIX.

Foi a primeira mulher distinguida com o cargo de slade professor na Universidade de Cambridge. Crítica de arte conceituada, é autora de vários trabalhos publicados sobre o tema.
A partir dos anos 80 enveredou pela literatura tendo rapidamente sido considerada uma das maiores escritoras contemporâneas do Reino Unido. O seu romance "Hotel du Lac" foi galardoado, em 1984, com um dos mais prestigiantes prémios literários, o Booker Prize. Comparada frequentemente a Jane Austen ou Virginia Woolf, as personagens dos seus romances são quase exclusivamente femininas: são, em geral, mulheres que, após terem recebido uma educação tradicional, se vêem confrontadas com um mundo em perfeita mudança que lhes atribui um papel para o qual, nem sempre estão psicologicamente preparadas para assumir.
"A Baía dos Anjos" é a sua vigésima obra. Da sua bibliografia merece referência "Hotel du Lac", "Providence", "Fraude e Visitas", este último editado em Portugal pela Notícias.


May 8, 2009

Os 36 Homens Justos de Sam Bourne

“Os 36 Homens Justos” (The Righteous Men) de Sam Bourne, finalista do British Book Award.

É daqueles livros que me recomendaram vivamente, para quem gostou do Código Da Vinci, como é o meu caso, recheado de teorias da conspiração é um livro que nos prende do inicio ao fim.
Á primeira vista não me pareceu nada parecido com o Código Da Vinci, mas depois por outro lado concordo em parte com esta opinião, este livro tem o mesmo ritmo alucinante e deixa-nos presos, embora seja empolgante interessante mas igual ou parecido nem pensar talvez o Sam Bourne estivesse nesta altura a dar os primeiros passos nestes assuntos sobre a religião (Cabala), neste caso em particular.
No entanto gostei e muito deste livro, prende a atenção e nunca desconfiamos de nada até quase ao final.
Sem dúvida nenhuma umas boas horas de leitura.
Para ler de uma assentada, sem dúvida nenhuma.

CUMPRE-SE FINALMENTE A PROFECIA DA CABALA. O FIM DO MUNDO ESTÁ A CHEGAR…
O tempo está a esgotar-se – falta um cadáver mais ou um dia menos para o fim do mundo. A antiga profecia está prestes a cumprir-se e um só homem o pode evitar… Uma complexa conspiração de fundo religioso, num thriller que arrasta o leitor para as mais secretas profundidades do misticismo e para as profecias da Cabala. Visionário e inquietante, este romance de ritmo trepidante convoca a morte, a mística e a Bíblia.

No centro da história está Will, um jovem jornalista em ascensão que no meio das sua tentativa de se impor no mundo difícil do jornalismo nova-iorquino se depara com uma tragédia pessoal: a sua mulher é raptada. A isto juntam-se os misteriosos assassinatos de homens à volta do mundo que praticaram actos de bondade fora do comum.

May 6, 2009

Se me Pudesses Ver Agora by Cecelia Ahern

O 1º bestseller que publicou foi “P.S. – Eu Amo-te”, um dos + notáveis bestsellers de 2004.
Cecelia Ahern em “Se e pudesses ver agora ou Cecelia Ahern in “If You Could See Me Now”.


Elizabeth tem 34 anos e vive numa casa que ela adora e paga com o dinheiro que ganha no seu bem-sucedido negócio de designer de interiores. A vida não lhe foi fácil. Desde que a mãe os abandonara, Elizabeth acabou de se criar a si própria, enquanto criava também a irmã, Saoirse, e cuidava do pai. Aos dezasseis anos Saoirse engravidara por pura distracção. E agora Elizabeth tem o pequeno Luke para criar, uma criança que ela teme que também venha a ser problemática, uma vez que tem um amigo imaginário. Mesmo assim Elizabeth controla tudo na perfeição. Mas agora que Ivan apareceu na sua vida, vai mudá-la de formas que ela nunca podia ter imaginado... Um conto de fadas moderno. Uma história cheia de romantismo, emoção, sonho e fantasia. Um conto de fadas moderno.

É um livro comovente e muito terno. Faz-nos pensar sem dúvida nos pequenos grandes prazeres da vida.
Como que se vê o mundo com óculos cor de rosa.
Lembramos o nosso lado mais inocente, crente e infantil, que tantas vezes tanta falta nos faz e que torna a vida mais linda.

Excertos:
“Fuchsia Lane. Devem ter-lhe dado esse nome por causa das fuchsias que cresciam por todo o lado. Ali eram Silvestres”.

“Sentia-se no ar um odor magnifico a relva acabada de cortar...”

"A vida é assim uma espécie de pintura. Uma pintura abstracta muito bizarra. Podemos olhar para ela e pensar que tudo aquilo não passa de um borrão, e continuarmos a viver a nossa vida pensando que tudo o que existe à nossa volta é um borrão. Mas se olharmos bem para ela, se a observarmos com atenção, a vida pode tornar-se muito mais do que isso. Ela pode ser uma pintura do mar, do céu, das pessoas, dos edifícios, de uma borboleta pousada numa flor ou de qualquer outra coisa, excepto do borrão que antes vocês se convenceram que era."

“Elizabeth levantou os olhos. À sua frente estavam centenas de sementes de dente-de-leão a esvoaçar ao vento, captando a Luz do Sol com os seus filamentos brancos felpudos e flutuando em direcção a eles como um sonho fantástico.
- Parecem fadas – disse Luke, espantado.”

"Não importa onde estamos neste mundo, porque o que interessa é onde estamos aqui - tocou ao de leve na cabeça. - O importante é o outro mundo que habito. O mundo dos sonhos, da esperança, da imaginação e das recordações. Aí eu sou feliz ... por isso também sou feliz neste sítio. ... Fechou os olhos e deixou que o vento lhe secasse as lágrimas."

May 4, 2009

A Menina que Roubava Livros by Markus Zusak

É de certeza, um dos melhores, se não o melhor, livro que já li!
Na minha opinião é um livro bastante interessante... bom para quem gosta de uma boa leitura...
Emocionante desde o principio ao fim, na minha humilde opinião.
É dos tais livros amado por muitos e odiado por tantos!

Cá ficam alguns excertos deste Maravilhoso livro:
“Pode alguém roubar a felicidade? Ou será que ela é apenas mais um infernal truque interno dos humanos?”
“Toda a minha vida tive medo de homens velando sobre mim.
Suponho que o primeiro homem a velar sobre mim foi o meu pai
Mas ele sumiu antes que eu pudesse recordá-lo”.
“Muitos anos depois precisei me esconder .
Procurei não dormir porque tinha medo de quem estaria lá quando acordasse.
Mas tive sorte. Era sempre meu amigo.”

O caminho percorrido por Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adoptá-los por dinheiro. O garoto morre no trajecto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adoptivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.

April 28, 2009

Um Brilho no Escuro by Kim Edwards

Um livro de contos que retractam a vida de pessoas como nós, separadas por diferentes tempos, culturas e locais (como França. Singapura e Nova Iorque).
As 14 histórias deste livro abordam temas com os quais o leitor facilmente se identifica. como a procura do amor. da felicidade e da aceitação. Num estilo literário cheio de empatia e elegância. a autora fala-nos. entre outras personagens cativantes. de Eslaini. uma jovem impetuosa e inteligente que vê o seu futuro posto em causa quando o pai a condena a uma vida de solteirona; de Joyce. casada há trinta anos e a viver na Malásia. e do impacto na sua vida causado pela chegada de um desconhecido; de Jade Moon. uma coreana que vive rodeada de americanos que rejeitam as suas tradições.
The Secrets of a Fire King foi finalista do Pen / Hemingway Award de 1998.
Kim Edwards licenciou-se na University of Iowa. Viveu na Ásia e deu aulas na Malásia, Tóquio, Phnom Penh e Cambodja. Foi-lhe atribuído o Nelson Algren Award e o Whiting Writer’s Award. Os seus contos ganharam diversos prémios, de entre eles o National Magazine Award for Excellence in Fiction. É actualmente professora na Washington University e na University of Kentucky.
Kim Edwards

Excerto do conto Um Brilho no Escuro:
“ Empurrei a porta para a abrir e espreitei lá para dentro.
O que posso dizer daquilo que vi? Todos os frascos em cima da mesa brilhavam ligeiramente, como se cada um contivesse uma pequena estrela que tivesse caído, como se raios de luar tivessem sido recolhidos em cada um deles. A simples lama em que ela trabalhava há tanto tempo tinha-se transformado num elemento de magia. Caí de joelhos como se para rezar, mas não consegui apartar os olhos da luz presa no interior daqueles frascos. Era tão bela, tão sublime. Desejava levar um para casa, guardá-lo no armário, para saber que podia abrir a porta, em qualquer altura, e ver aquela luminescência. Imaginava os rostos dos meus filhos, o deslumbramento que lhes provocaria aquela visão. Esse foi o meu primeiro pensamento ambicioso. Queria aquela beleza rara para mim”.

April 27, 2009

Memórias de Adriano de Marguerite Yourcenar

Marguerite Yourcenar, para além de ter sido uma escritora foi, também, uma mulher muitissímo polémica que teve um papel activo no pensamento e na sociedade ao longo de uma grande parte do século XX.
A obra de Marguerite Yourcenar é extensa, nem sempre é muito bem compreendida e por vezes, tem de ser “Bem digerida e mastigada”, mas é fácil e ao mesmo tempo e generosa, fala de tudo o que há mais de mil anos fazia sentido, e daqui muitos anos acho que vai continuar a fazer todo o sentido.
É um livro que parece ser, "difícil": a escrita faz-se na primeira pessoa, com o Imperador Adriano, ele próprio, vagueando pelas suas memórias. Mas logo que se faça a adaptação ao estilo da autora, sem pré-aviso, começa-se a ficar envolvido na teia e, subitamente, quase magicamente, já estamos a sentir e a viver os tempos de Adriano. As suas viagens à volta do Império, os seus sentimentos para com os seus amigos e inimigos, as intrigas palacianas na sua corte, os seus pensamentos políticos e filosóficos sobre Roma e os Romanos, sobre os povos da Ásia Menor e do Egipto, sobre os bárbaros do Norte, as suas campanhas militares, tudo parece estar a acontecer e fazer parte da própria vida do leitor. É considerada uma peça de escrita fabulosa e única!
É nem mais nem menos que o drama da paixão de Adriano pelo jovem Antinoo está lá toda, maravilhosa, apaixonada, dolorosa, pungente, emocionante...
Fala de tudo o que há mais de mil anos fazia sentido, e que de aqui a tantos mil, continuará a fazer.

Cá fica um excerto:

"Como toda gente, só disponho de três meios para avaliar a existência humana: o estudo de nós próprios, o mais difícil e o mais perigoso, mas também o mais fecundo dos métodos; a observação dos homens, que na maior parte dos casos fazem tudo para nos esconder os seus segredos ou de nos convencer que os têm; os livros, com os erros particulares de perspectiva que nascem entre as suas linhas."
Memórias de Adriano by Marguerite Yourcenar


Lembrem-se ler sempre de coração e mente Aberta Sempre : )

April 22, 2009

A Cidade dos Deuses Selvagens/City of the Beasts by Isabel Allende



A cidade dos deuses selvagens by Isabel Allende
A escritora chilena Isabel Allende a residir nos Estados Unidos da América.
Desde A Casa dos Espíritos em 1982, que fui desperta para a sua escrita e fiquei fã.
Sempre achei muito interessante a forma que Allende compõe os personagens.
Já os li todos desde Paula, A cidade dos deuses selvagens já o li nas duas versões portuguesa e inglesa, Filha da Fortuna e todos os restantes que ela já escreveu e publicou.

Os livros desta escritora no minha humilde opinião fazem sempre quem os lê crescer um bocadinho como ser humano.
"Ao adoecer a sua mãe, o jovem Alexander Cold parte com a extravagante avó Kate, numa expedição da Internacional Geographic à selva amazónica, em busca de um estranho animal que muito pouca gente viu e que os indígenas chamam "a besta".
Outros membros da expedição, dirigida por um petulante antropólogo, são dois fotógrafos norte-americanos, uma bela médica, um guia brasileiro e a sua surpreendente filha Nadia, com quem Alexandre trava uma amizade especial. Entre as missões da expedição está também a de vacinar os escorregadios índios, conhecidos como "o povo do nevoeiro" ".
A cidade dos deuses selvagens é uma viagem repleta de perigos, mistérios e espectaculares surpresas, onde o real e o sonho se fundem e transformam-se num só.
Alertando ainda para a desflorestação da Amazónia e para o drama terrível da extinção das tribos índias da região do Amazonas, como consequência directa da exploração desenfreada e irresponsável praticada pelos brancos, a autora pretende ainda sensibilizar os leitores a oporem-se a estes problemas.

Este livro em especial recomendo vivamente para pequenos e grandes.

April 8, 2009

Saga Harry Potter by J.K.Rowling

Polémicas de lado...
Adoro todos os livros do Harry Potter, tenho todos estes livros em inglês, versão original, ainda me lembro como se fosse hoje comprava logo cada um deles pelo Amazon.com e em seguida "devorava" literalmente.
Mas não há comparação possivél com a saga "Senhor do Anéis"- The Lord of the Rings by J.R.R.Tolkien

April 1, 2009

The Lord of the Rings by J.R.R.Tolkien

Ou seja A Trilogia "O Senhor dos Anéis de J. R. R. Tolkien, que Amei ler, ainda hoj, na sua versão original. Ainda hoje recomendo a sua leitura :)
No entanto nem de perto nem de longe tem algo a ver com os Livros de Harry Potter.
J.R.R.Tolkien e a sua obra influenciou toda uma geração, ainda nem J.K.Rowling a mãe do Harry Potter, sonhava escrever.

March 24, 2009

O caçador de pipas by Khaled Hosseini

De tanto ouvir falar não aguentei de ansiedade, decidi comprar e ler .

"Esta é uma daquelas histórias inesquecíveis, que permanecem na nossa memória por anos a fio. Todos os grandes temas da literatura e da vida são o material com que é tecido este romance extraordinário: amor, honra, culpa, medo, redenção. "
Isabel Allende (outra das minhas escritoras preferidas com a qual partilho inteiramente a opinião)

Cá fica um excerto:
" - Estamos perdendo tempo. Não viu que a pipa está indo para o outro lado?
Hassan trincou uma amora.
- Está vindo para cá - respondeu
Eu mal podia respirar e ele nem parecia cansado.
- Como pode saber? - perguntei
- Eu sei ..........
- Já menti para você, Amir ? “

“O Caçador de Pipas” conta a história de dois garotos, Amir e Hassan, que têm uma ligação muito forte e que por acontecimentos e omissões, eles acabam separados. Amir e Hassan cresceram juntos apesar de pertencerem a classes e etnias diferentes no Afeganistão.
No inverno de 1975, no campeonato de pipas, Amir, com ajuda de Hassan, teve a chance de mudar sua imagem e de se transformar em um filho mais parecido com seu pai. Contudo, a sua covardia prevaleceu, mudou a sua vida e a de Hassan completamente.
Actos e atitudes sempre têm consequências.

Com a sensibilidade do autor, podemos afirmar que sempre tudo o que é provocado por nós, volta – Lei do retorno, karma, etc... como lhe queiram chamar.
Valeu muito a pena conhecer esta Maravilhosa história de Amir e Hassan - AMEI este livro.

March 16, 2009

Tattoo by Cill Ciment

Um livro muito agradavél, exótico e sensual onde de facto imperam mesmo os Sentidos, de ler especialmente para me lembrar o porquê de não ter uma única tatuagem no meu corpo.
Atenção não tenho nada contra quem as tem, mas sinceramente não é de facto a minha "praia", alguns casos então parece-me mais sadomassoquismo que outra coisa.

Este livro foi-me dado por um amigo que tem o corpo todo tatuado, mas todo mesmo, no intuito de me convencer a fazer uma tatuagem, pois devo dizer que não conseguiu os seus intentos.

Cá fica uma passagem que eu gosto particularmente:

" Começam nas maças do rosto e vão descendo, cobrindo cada centímetro do meu corpo - lábios, língua, garganta, seios, ancas, coxas, até mesmo a sola dos pés. Apesar de não terem sido realmente feitas por mim (como poderia? A dor deixa-nos Insensíveis ) ... eu sou mais do que responsável, sou culpada. "

March 5, 2009

SUL by Miguel Sousa Tavares

"Sul" reúne uma série de histórias felizes daquilo que o "contador de histórias" Miguel Sousa Tavares viu pelas viagens que fez pelo mundo, neste caso para sul.

Ao longo das 230 páginas do livro podemos viajar sem sair de casa: São Tomé e Princípe, Brasil (Amazónia e Nordeste), Egipto, Índia (Goa), Cabo Verde, Costa do Marfim, França (Guadalupe), África do Sul (Kruger), Argélia (Sahara), Marrocos (Marraquexe), Espanha (Alhambra), Tunísia, Itália (Veneza) e também Portugal.
Todos os capítulos são interessantes, mas aquele com o qual me ri mesmo a valer foi logo o primeiro o da viagem à Amazónia.

A descrição do escritor da aventura no voo da Junqueira Airlines sob uma tempestade medonha, sendo tripulado pelo Junqueirão que estava com uma conjuntivite e pilotava só com um olho aberto, levando ainda à boleia uma índia doente que carregava debaixo do braço um macaco assado para a viagem é absolutamente hilariante, embora para ele tenha sido um verdadeiro pesadelo.

Já parece algumas das viagens que já fiz e faço e que davam um verdadeiro romance. É um dos meus verdadeiros prazeres e maiores vícios é mesmo Viajar.

February 18, 2009

Flores da China by Wei-Wei

Ou Fleurs de Chine no original escrito em Francês.
Este romance transporta em si a China secular e ultramoderna, a poesia, a emoção de um pais em plena mutação é uma história da China contada por mulheres: Magnólia, Crisântemo, Jasmin, Gardénia, Lótus, Orquídea, Hibisco etc...
Nomes de Flores. Nomes de Mulheres, umas jovens, outras menos jovens, contando passo a passo as suas vidas num país marcado pelas mais radicais convulsões históricas e sociais. Através de uma perturbante teia de acontecimentos e confissões, a autora, Wei-Wei, constrói um romance que é um imenso painel da China da cidade ao campo.
Torna-se uma viagem às paisagens mais íntimas da condição feminina, num labirinto de paixões complexo como este país em si cheio de infinitos mistérios.
Wei-Wei é uma escritora que não se interessa por política, mas sim pela psicologia e pela vida quotidiana dos modestos seres que conseguiram, apesar de todas as turbulências, atravessar os tormentos da história.
Wei-Wei é uma das mais importantes vozes literárias da China, o seu primeiro romance, A Cor da Felicidade (escrito em francês) está também publicado pela Editorial Noticias.

Vive actualmente em Inglaterra, depois de ter estudado em França, no entanto é muito pouco conhecida na Europa infelizmente.
Quando pela primeira vez viajei até á China, um amigo de origem Chinesa, residente em França ofereceu-me estes dois livros (na versão francesa, só mais tarde encontrei este na versão publicada em português), para me dar uma perspectiva da China por outro prisma.

Só posso dizer que Adorei e foi como que ver a China com outros olhos quando lá cheguei.

Cá fica um dos meus excertos favoritos:
“... o dragão passa-te a uns centímetros da cabeça, roçando os teus cabelos com a sua longa cauda.
... mas de repente sacode os rins e aponta novamente para o firmamento.
- Leva todas as nossa doenças! – grita Velho Lin. – Leva todas as nossa infelicidades!...
O dragão voa em direcção ao zenite. Afasta-se com uma tal rapidez que em breve se converte num pequeno ponto escuro. É então que um extraordinário estrondo de trovão se faz ouvir. A abóbada profunda parece mover-se. “

February 16, 2009

The Nanny Diaries by Emma Mclaughlin e Nicola Kraus

Eu já li este livro á imenso tempo e em inglês no entanto também me ofereceram este natal a versão portuguesa, ou seja em português: Diário de Uma Nanny
escrito por Emma Mclaughlin e Nicola Kraus, é a visão implacável e divertida, das ilusões de felicidade de uma família abastada e da baby-sitter apanhada nas malhas de um mundo de bem-estar material, com um rol imenso de desgraças psicológicas e efectivas.
A obra retrata a sociedade actual, onde as prioridades nem sempre são as mais indicadas, onde o materialismo desenfreado se sobrepõe aos valores que deveriam existir numa família. Onde na maior parte das vezes as crianças são meros objectos de disputa...
É uma leitura muito light, no entanto eu que já fui Baby Sitter em vários países onde morei, posso dizer que a realidade é ás vezes bem mais dura e crua.
No entanto é também um livro divertido.
Leiam, leiam muito. Só vos irá fazer bem, e tornar-vos-á melhores cidadãos a todos os níveis e em todos os sentidos.

February 11, 2009

O Principezinho by Antoine de Saint-Exupéry

O Principezinho, um dos grandes clássicos da literatura infantil. Não podia cá faltar.
Leio e releio de fio a pavio em pouco mais de uma hora.
Acho mesmo que é um dos primeiros livros que li assim que aprendi a ler.
Lindo, Maravilhoso recomendo vivamente

Cá fica um dos meus excertos preferidos dele livro tão lindo:

- Quem és tu? - perguntou o principezinho - És bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Anda brincar comigo - pediu-lhe o principezinho - Estou tão triste...
- Não posso ir brincar contigo- disse a raposa- Ainda ninguém me cativou...
- AH! Então, desculpa! - disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar.
- "Cativar" quer dizer o quê?
- Vê-se logo que não és de cá - disse a raposa - de que andas tu à procura?
- Ando à procura dos homens - disse o principezinho. - "Cativar" quer dizer o quê?
- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu- disse a raposa. - Quer dizer "Criar laços"...
- Criar laços?
- Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê, por enquanto tu não és para mim senão um rapazinho perfeitamente igual a cem mil outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto eu não sou para ti senão uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E eu também passo a ser única no mundo para ti...
Estás a ver aqueles campos de trigo ali adiante?
Eu não gosto de pão e, por isso, o trigo não me serve para nada.Os campos de trigo não me fazem lembrar nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da côr do ouro. Então, quando tu me tiveres cativado, vai ser maravilhoso!O trigo é dourado e há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do som do vento a bater no trigo...
A raposa calou-se e ficou a olhar para o principezinho durante muito tempo.
- Se fazes favor... Cativa-me! - acabou finalmente por pedir.
- Eu bem gostava - respondeu o principezinho, - mas não tenho muito tempo - tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos o que cativamos - disse a raposa.
- E tenho de fazer o quê? - disse o principezinho.
- Tens de ter muita paciência. Primeiro, sentas-te longe de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas podes-te sentar cada dia um bocadinho mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa.
- Por exemplo, se vieres às quatro horas, às três, já eu começo a estar feliz - E quanto mais perto fica da hora, mais feliz me sinto. Às quatro em ponto hei-de estar toda agitada e toda inquieta: fico a conhecer o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca vou saber a que horas hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito...

February 9, 2009

Catcher in the Rye by JD Salinger

Não é o cd do Guns N' Roses, não que até por acaso tem o mesmo nome, ehhhh ...
O grande sucesso JD Salinger Catcher in the Rye é o seu único romance publicado.
Tal como Mark Twain's Huckleberry Finn, Catcher poderia ser descrito como um verdadeiro americano: um romance picaresco que ilustra o desenvolvimento moral e as atitudes do seu não conformista protagonista.
É um lembrete permanente da doçura da infância, a hipocrisia do mundo adulto.
Este foi um livro que se tornou o fruto proibido no jardim da literatura.
Um livro que marcou a minha adolescência.
Ainda hoje me lembro de dicionário de inglês – Inglês, para decifrar termos mais difíceis e melhorar o meu vocabulário inglês, na altura.




February 5, 2009

Código Da Vinci, Anjos e Demónios, A Fortaleza Digital by Dan Brown

Código Da Vinci
Anjos e Demónios
A Fortaleza Digital

A saga dos livros de Dan Brown, colocando de parte as polémicas, só vos posso dizer que já li estes três e gostei muito.
No entanto acho importante ressalvar que as pessoas têm que ter atenção que é ficção, sebem que inspirado em factos históricos.
Mas por exemplo cair no erro de acreditar que o quadro a última Ceia de Cristo, tem lá implicitamente desenhada Maria Madalena é de uma ignorância atroz. Aliás já foi até provado que não é verdade é pura ficção no livro.

E ainda mais ignorância é quando as pessoas depois de ler os livros e verem os filmes acreditam em tudo o que lá se diz e por falta de mais informação ou de desinformação, desatam a ligar para os museus a perguntarem se têm tal quadro.

Gostei de ler e diverti-me imenso a lê-los.

Cá fica a Biografia do Dan Brown, que muito diz sobre a maneira como escreve.


Biografia
Nasceu em Exeter, uma cidade do estado de New Hampshire, é o mais velho de três filhos. A sua mãe Constance (Connie) foi uma música profissional, tocando órgão na igreja. Seu pai, Richard G. Brown, ensinava matemática para o Ensino Médio na Phillips Exeter Academy, um colégio interno particular, e escreveu o didático best-seller matemático Advanced Mathematics: Precalculus with Discrete Mathematics and Data Analysis, que foi muito utilizado no país.
Professores do colégio foram requisitados a viver no campus por diversos anos, então Brown e seus irmãos literalmente foram criados na escola. Na maior parte, o ambiente social foi o cristão. Frequentou a escola dominical, cantando no coro da igreja, e passou seus verões no acampamento da igreja. Seu próprio estudo foi em escolas públicas em Exeter até a 9ª série, até matricular-se em Phillips Exeter, assim como seus irmãos mais novos Valerie e Gregory quando chegaram suas vezes.
Após a graduação na Phillips Exeter em 1982, Brown entrou para o Amherst College, onde foi membro da Fraternidade Psi Upsilon. Durante seu primeiro ano em Amherst, foi à Europa para estudar a História da Arte na Universidade de Sevilha, Espanha, onde começou a estudar seriamente os trabalhos de Leonardo Da Vinci, que mais tarde teriam importância crucial em um de seus romances.



February 2, 2009

Richard Yates’s “Revolutionary Road”.

Yates pinta um retrato de uma relação que não tem lugar para sobreviver mais. Abril e Frank .
Então porque é que estas pessoas ainda estão casados? Foi o tempo, foi a mercadoria de estar juntos. As crianças são uma boa desculpa também. Por outro lado, todo este auto-abuso já atingiu o seu auge, e eles se toleram mutuamente até o final da narrativa.
"Revolutionary Road" nos lembra do que a boa prosa é capaz de fazer. Como Yates pinta os seus personagens no seu tempo, ele também é uma pintura fiel da realidade actual. Os seres humanos são os mesmos, não importa o quê, quando e onde. Sempre insatisfeito, este autor.
É mesmo um romance intemporal. Escrito nos anos 50, mas que no entanto continua tão actual, como nunca.
Ainda não tive oportunidade de ver o filme, mas quanto ao livro, só posso recomendar.
Aliás gosto imenso deste tipo de escrita e deste autor, desde os tempos de faculdade. No entanto não é um autor fácil e procuro ler sempre na língua materna, acho que na tradução se perde muito da essência.


January 29, 2009

E.E.Cummings ou Edward Estlin Cummings

Cummings não é simples! No entanto recomendo vivamente :)
Já tive oportunidade de o dizer num post no meu outro blog.
Há um filme com a Cameron Diaz, "In Her Shoes" com Cameron Diaz e Toni Collette, em que ela ( ou melhor a personagem Maggie ) recita maravilhosamente este poema... que me acompanha desde os tempos de faculdade... lindooooo...
E.E.Cummings ou seja Edward Estlin Cummings.
Um poema de Amorrrrrr Simplesmenteeeee Maravilhoso, que eu pessoalmente Adoro.
Tenho andado a reler outra vez, adoro Poesia e este autor em especial, cá fica então :




i carry your heart with me

i carry your heart with me (i carry it in
my heart) i am never without it (anywhere
i go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)

i fear
no fate (for you are my fate, my sweet) i want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart (i carry it in my heart)

( E.E.Cummings ou Edward Estlin Cummings)




Minha modesta tradução livre:

carrego o teu coração comigo

carrego o teu coração comigo (carrego-o no
meu coração) nunca estou sem ele (onde
eu vou tu vais, querida; e o que é feito
só por mim és tu que fazes, meu amor)
eu não temo
nenhum destino (tu és o meu destino, meu doce) eu não quero
outro mundo (pela tua beleza ser o meu mundo, minha verdade)
e tu és seja o que for que a lua signifique
e o que quer que o sol cante sempre és tu

aqui está o segredo mais profundo que ninguém sabe
(a raiz da raiz e o botão do botão
e o céu do céu da árvore chamada vida; a qual cresce
mais alto do que a alma espera ou a mente esconde)
e este é o milagre que mantém as estrelas separadas

carrego o teu coração (carrego-o no meu coração)




Breve história:

e. e. cummings, poeta norte-americano, nasceu em 1894 e morreu em 1962.

Conquistou, ainda em vida, um lugar permanente entre os maiores poetas de nosso tempo.

Ainda se comenta muito das suas inovações em tipografia e pontuação, que foram, por alguns, mal entendidas como meros “efeitos”, mas o leitor cuidadoso verá que elas são um aspecto de sua busca pela expressão mais pura e clara de seus pensamentos e sentimentos.

Uma maneira de renovação da linguagem que só os grandes poetas conseguem. cummings era único dentre os poetas de seu tempo, pois era igualmente extraordinário na sátira e no sentimento e lutava vigorosamente contra a pomposidade e a pretensão.

É considerado um dos poetas que escreveu os mais emotivos poemas de amor de todos os tempos. Eu pessoalmente concordo inteiramente.

Livros do autor:

. “The enormous room (1922)

. “Him” (1927)

. “Eimi” (1933)

. “Santa Claus” (1946)

. “I:six nonlectures” (1953)

. “Poems 1923-1954” (1954)

. “A miscellany (1958)

. “73 poems” (1963)

. “e. e. cummings: A selection of poems” (1965)


January 22, 2009

Tuesdays with Morrie by Mitch Albom

Autêntica Pérola de ensinamento

Este é um daqueles livros que me acompanha já há muitooooo ...tempo, leio, releio e recomendo :) Simplesmente AMEI.
É o relato de um aluno que se chama Mitch e que passa a visitar o seu professor Morrie Schwartz todas as 3ªs feiras, dai o nome tão curioso, relata a vida do professor que está em fase terminal com uma doença fatal, tem pouquíssimo tempo de vida.
Através das ágeis mãos de Mitch e do bondoso coração de Morrie nasceu este livro, que nos transmite maravilhosas reflexões sobre amor, amizade, medo, perdão e morte.
Autêntica Pérola de ensinamento. Foi um livro muito emocionante, especialmente porque na primeira vez que o li, foi numa fase da minha vida em que uma pessoa muito querida e muito Importante na minha vida, estava com um problema de saúde muito semelhante.
Este é um livro excepcional, que me faz sempre lembrar uma Pessoa Excepcional que pela minha vida passou, que muito me ensinou e de quem ainda hoje sinto muitas Saudades.
Em português o nome deste livro é A Última Grande Lição, de Mitch Albom.
Ainda não o vi por cá em Portugal á venda, no entanto é uma questão de procurar, de certeza que deve haver por cá a versão portuguesa.

January 16, 2009

Rio das Flores de Miguel Sousa Tavares


Este foi o 2º livro que já li deste autor.
Até já li há imenso tempo, li todo numa das viagens que fiz ao Egipto.
Pessoalmente Gostei e muito, não me desiludiu.
Polémicas á parte, recomendo Vivamente.



January 13, 2009

Equador de Miguel Sousa Tavares


Este foi o primeiro livro que li deste autor.
Sendo filho de quem é, da Grande poetisa Sofia Mello B. Andersen (infelizmente já falecida, mas que AMO DE PAIXÃO a obra desta Grande Senhora), foi mesmo só curiosidade que me levou a comprar o livro.
Já que não simpatizo com o Sr. em questão.
No entanto, polémicas á parte, foi de facto uma Feliz e Agradavél surpresa, gostei e muito.
No meio é um pouco aborrecido, mas é uma história fascinando, com toda a polemica que envolve sempre este autor e agora com a série na TV, aconselho vivamente a quem ainda não leu.

January 9, 2009

Viagem Sem Regresso by Katty Gardner


* Viagem Sem Regresso de Katty Gardner
Duas amigas visitam a Índia e só uma regressa...
Um livro que cheira mesmo a Sândalo indiano no verso da capa e contracapa e tem imagem de um pássaro que como tatuagem fica o máximo.
Gostei muito de o ler e reler.

Um livro trepidante, mas sobretudo introspectivo.
Uma terapia para varrer o lixo do sótão e arquivar a informação nos ficheiros correctos e por vezes secretos da nossa mente…
Um livro pertinente, construtivo, muito simples de leitura muito fácil e objectiva.

Cada vez que releio este livro faz-me lembrar a viagem que fiz á Índia, os cheiros, sabores, etc...

January 5, 2009

Gabriel José Garcia Márquez - Memória das Minhas Putas Tristes

Conta a história de um velho jornalista de noventa anos que deseja festejar a sua longa existência de prostitutas, livros e crónicas com uma noite de amor com uma jovem virgem. Inspirado no romance "A Casa das Belas Adormecidas" do Nobel japonês Yasunari Kawabata, o consagrado escritor colombiano submerge-nos, num texto pleno de metáforas, nos amores e desamores de um solitário e sonhador ancião que nunca se deitou com uma mulher sem lhe pagar e nunca imaginou que encontraria assim o verdadeiro amor. Rosa Cabarcas, a dona de um prostíbulo, conduzi-lo-á à adolescente com quem aprenderá que para o amor não há tempo nem idade e que um velho pode morrer de amor em vez de velhice.

A escrita incomparável de Gabriel García Márquez num romance que é ao mesmo tempo uma reflexão sobre a velhice e a celebração das alegrias da paixão.
É uma obra de muito curta e por ser muito bem escrita, lê-se Memórias de Minhas Putas Tristes de uma sentada, eu li em cerca de 2-3 horas.
No entanto é recompensador, ao fim do livro, perceber que o narrador vai ficando cada vez mais leve ao sentir que não vai morrer ao entrar no seu 91º ano de vida e que está disposto a viver com plenitude e sabor os seus cem anos de solidão.

Esse livro quando saiu foi uma confusão por causa do título, que muito pouco tem a ver com o conteúdo do mesmo, "Memória de minhas Putas tristes", é um romance muito sensível para um título tão pesado, talvez seja exactamente aí que se encontra o contra ponto.

"No ano dos meus noventa anos quis oferecer a mim mesmo uma noite de amor louco com uma adolescente virgem."

“Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prémio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reacção contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco. “
Excertos - Memórias de Minhas Putas Tristes .

É assim que começa este magnífico livro do grande Gabriel García Márquez, autor do que considero o melhor livro que alguma vez li: Cem Anos de Solidão, que foi Prémio Nobel de Literatura em 1982.

December 29, 2008

O Mundo de Sofia by Jostein Gaarder


É uma Odisseia pela Filosofia e não só, é mesmo uma viagem pelo Mundo interior e exterior, já o tinha lido há uma serie de anos em 2 versões, noutras 2 linguas diferentes.
Agora foi a vez do Português.
É um livro que me acompanha há muito e devo confessar que a principal razão pela qual fui viver para Atenas.
É daquele tipo de livros que nos acompanha pela vida fora.
Todos deveriam ler este Livro.

Cá fica uma passagem:

"A capacidade de nos surpreendermos é a única coisa de que precisamos para nos tornar bons filósofos ... Não quero que tu pertenças à categoria dos apáticos e dos indiferentes. Quero que vivas a tua vida de forma consciente."


Cá fica o resumo:
O Mundo de Sofia, editado pela primeira vez em 1991 (Sofias Verden – Titulo Orginal), é um dos livros que continua a encantar todo o tipo de leitores. Mesmo depois de todo o êxito inicial e de se ter tornado quase de imediato um best-seller, continua a ser lido, hoje em dia, por milhares de pessoas, em particular por jovens. O autor, Jostein Gaarder, professor de filosofia do secundário, conseguiu de uma forma original desenvolver uma aventura cheia de reflexões e perguntas através da história da filosofia desde o princípio dos tempos.
O objectivo principal deste livro não é, segundo o nosso ponto de vista, relatar ao leitor a evolução da filosofia ao longo do tempo, mas sim fazer com que este não seja tão indiferente àquilo que o rodeia. Isto é conseguido através das respostas dos grandes filósofos às questões que sempre afligiram o mundo.
A capacidade de nos surpreendermos é a única coisa de que precisamos para nos tornarmos bons filósofos (...) E agora tens que te decidir, Sofia: és uma criança que ainda não se habituou ao mundo? Ou és uma filósofa que pode jurar que isso nunca lhe acontecerá?... Não quero que tu pertenças à categoria dos apáticos e dos indiferentes. Quero que vivas a tua vida de forma consciente.
Quem és tu?, De onde vem o mundo?, Haverá uma vontade e um sentido por detrás daquilo que acontece?, estas são algumas das perguntas colocadas a Sofia durante aquilo que irá ser um verdadeiro curso de filosofia. Este curso foi oferecido a Sofia por uma pessoa que ela não conhecia mas que acabou por se tornar rapidamente num grande amigo. Através dele, Sofia viaja até 600 a.c., onde encontra os primeiros filósofos, e a partir daí segue o rumo da história dos homens e o evoluir da mentalidade e do pensar filosófico. É por meio do seu professor de filosofia que Sofia conhece Sócrates, Aristóteles, Descartes, Spinoza, Kant, Hegel, Marx, Freud, entre muitos outros.
Mas a história de Sofia e Alberto (o seu professor) não fica por aqui. Ao mesmo tempo que se vai desenvolvendo o seu curso de filosofia, as duas personagens vão-se apercebendo da existência de outra realidade para além daquela em que vivem.
É uma história composta de muitas outras, que nos faz pensar se não seremos também nós apenas personagens duma história que um dia alguém escreveu. É nesta perspectiva que o autor faz aparecer na mesma realidade que Sofia personagens como o Capuchinho Vermelho, Aladino ou o João Ratão, todas elas criadas um dia por alguém que lhes era superior e que lhes restringia a existência a uma simples história infantil. Depois de criadas, todas elas são obrigadas a viver num plano de existência paralelo. O mesmo aconteceu a Sofia e Alberto, que no fundo não passam de duas personagens duma aventura na filosofia.

December 23, 2008

O Caminho para a Liderança


O Caminho para a Liderança by Sua Santidade o Dalai Lama & Laurens Van Den Muyzenberg

Perfil dos autores
Prémio Nobel da Paz em 1989, Sua Santidade o Dalai Lama XIV é o líder espiritual e chefe do Governo, no exílio, do povo tibetano. Tem sido um dos mais importantes activistas dos direitos humanos e da causa ecológica no mundo global. Laurens van den Muyzenberg é consultor internacional de gestão, especialista em estratégias de liderança ao mais alto nível.

Gostei muito da capacidade dos autores partilharem uma visão budista da liderança e da globalização dos negócios no mundo de hoje, que tem como objectivo principal uma noção de responsabilidade universal.
O budismo pode trazer trunfos importantes ao quadro empresarial, e o seu modo de olhar o mundo produz propostas práticas e alternativas para os negócios globais
A tentação por parte dos quadros empresariais, e dos consultores de gestão e negócios, de procurarem de modo quase frenético a liderança perfeita é antiga.
O problema aqui na minha opinião reside no facto da inclusão de um "modo ocidental" no texto de exercícios de meditação, concentração e reflexão oriundos da prática budista, que obriga, como qualquer outra religião, a uma aprendizagem com muitos anos de prática.

Há realmente conceitos neste livro que de forma nenhuma são viáveis e aplicáveis ao mundo empresarial. Há que tirar elasões do que lemos.
Embora não sendo Budista, mas sempre tive uma Grande admiração e simpatia pelo Budismo Tibetano, e tenho sempre o máximo respeito por todas as religiões, credos.

Como praticante de Yoga e Meditação, já há muitos anos.
Acredito que uma pessoa em qualquer que seja a sua actividade, estando preparada a nível mental e para isso devo reconhecer que o Budismo, tem muitas mas muitas vantagens, que bem aproveitadas, fazem toda a diferença.
Falo por experiência própria.

Este é um livro que Recomendo vivamente, faz pensar, colocar em causa muita coisa.
Seria muito Bom ter empresários, mais sensibilizados para estas questões.



December 18, 2008

A Casa do Silêncio by Orhan Pamuk



Excerto “A Casa do Silêncio” by Orhan Pamuk:


“ Cada dia é um universo novo, Fatma, dizia-me ele. Cada manhã.
O universo renasce cada manhã, tal como nós, e isso desperta em mim tanto entusiasmo que nalgumas manhãs acordo antes de raiar o dia, e sei que o sol vai nascer, e que tudo será novo, e que também eu me vou renovar, juntamente com tudo o que se renova, e que poderei ver, ler e aprender coisas que ignoro, e que depois de as ter apreendido poderei de novo rever tudo o que sei, e então a minha emoção é tanta, Fatma, que tenho vontade de me levantar imediatamente, de correr... quero ir de imediato.... sem perder tempo, ... por que razão tu não conheces esse sentimento, Fatma, porque não dizes nada, em que pensas? “

“... é preciso observar tudo, reparar em tudo ... e as capacidades do nosso cérebro têm de ser desenvolvidas, senão ficamos iguais aos outros, aos que passam o tempo a apodrecer nos cafés, como carneiros, infelizmente...”


Orhan Pamuk, A Casa do Silêncio, 2008

Numa pequena cidade portuária do Norte da Turquia, convertida em estância turística à Ocidental, existe uma casa meio arruinada onde vivem Fatma, uma viúva nonagenária, e Redjep, o anão que cuida dela.
E é pela mão de Fatma que Orhan Pamuk nos conduz pela vida dos seus netos, dos filhos ilegítimos e das frustrações individuais que traduzem a frustração colectiva do povo turco.
A Casa do Silêncio é o primeiro romance de Pamuk traduzido no Ocidente, da autoria daquele que viria a ser o Prémio Nobel da Literatura de 2006
O inconfundível estilo de Orhan Pamuk.
Imperdível, como todos os livros deste autor.

Orhan Pamuk, nasceu na Turquia, em 1952. Começou por se interessar pelas artes plásticas, começou por estudar Arquitectura, mas acabou por se licenciar em jornalismo pela Universidade de Istambul, profissão que nunca exerceu. Grande estudioso e leitor insaciável, escreve desde os 23 anos, uma actividade que o tornou conhecido em mais de 50 países e lhe valeu inúmeros prémios e distinções. Em 2006 foi agraciado com o Nobel da Literatura. A sua obra é seguida com o maior interesse tanto no mundo ocidental como na própria Turquia, onde os seus livros são sempre bestsellers, apesar das suas posições críticas em relação à política do seu país.

Livros editados em Portugal:
-A Casa do Silêncio, Istambul-Memórias de uma Cidade, Neve, O meu nome é vermelho, A vida nova, Os jardins da memória, A cidadela branca.

December 16, 2008

Estes estão quase, quase...



Este estou a reler.




Este acabei ontem de ler, em breve colocarei cá a minha humilde opinião.



Este estou a ler, estou quase, mas quase a acabar.


December 11, 2008

Paulo Coelho in “O Vencedor Está Só”


As pessoas ouvem,
Aceitam – porque não têm
Escolha. A Superclasse manda
No mundo, os seus argumentos
São doces, a sua voz é suave,
O seu sorriso delicado, mas as
Suas decisões são definitivas.
Eles sabem. Eles aceitam ou
Rejeitam. Eles têm o poder.
E o poder não negocia com
ninguém, apenas consigo
Mesmo.

Paulo Coelho in “O Vencedor Está Só” - O seu mais recente livro.
Já li e Gostei, alias tenho os livros todos dele e até a maior parte das revistas onde ele escreve.
Gosto e pronto :)

Site: http://www.paulocoelho.com.br/

Há quem diga que: “Paulo Coelho não é literatura”, pois eu Gosto e Leio.

Este novo livro do escritor brasileiro é uma crítica ao materialismo e ao culto das celebridades.

December 9, 2008

· Jonathan Strange e o Sr. Norrell de Susanna Clarke



Jonathan Strange & o Sr. Norrell: O melhor romance de fantasia desde O Senhor dos Anéis! Há séculos, quando a magia habitava a Inglaterra, houve um mago que se distinguiu entre todos os outros. Chamou-se Rei Corvo, foi criado por fadas e, como nenhum outro, soube conjugar a sabedoria desses seres com a razão humana. Só que tudo se alterará a partir do momento em que um rei louco e alguns poetas mais arrojados fazem com que a Inglaterra deixe de acreditar na magia. O que acontecerá até meados do século XIX, quando o solitário Senhor Norrell, de Hurtfew Abbey, que faz andar e falar as estátuas da catedral de York, acredita que poderá ajudar o governo de Sua Majestade na guerra contra Napoleão. Já em Londres, Norrell, encontrará Jonathan Strange, um jovem, rico e brilhante (mas também arrogante), que descobre por acaso que é um mago, tornando-se seu discípulo. Os feitos de ambos hão-de maravilhar a velha Inglaterra. Até ao momento, no entanto, em que a parceria, que parecia destinada ao sucesso, virará rivalidade.

O 1º romance de Susanna Clarke habita e transcende o género da fantasia
Há quem o considere um Harry Potter para adultos, onde se cria um mundo imaginário fabuloso. Vai ser adaptado ao cinema, pela mesma produtora de O Senhor dos Anéis.
Espero que gostem eu gostei.

Começo...


Inspirada pela minha amiga Lu Russa cá vou tentar colocar parte do que leio.

Vamos lá a ver se há tempo para tal ???

No entanto vou só colocar alguns livros, porque todos os que leio não acho que vá ter oportunidade para o fazer - A ver vamos...